quarta-feira, 22 de outubro de 2025

[CRÔNICA] O Paradoxo de Duviri - A espiral que nos impede de viver

 Por Guilherme César


Como de costume, uma breve introdução das linhas que virão a seguir… Pretendo aqui traçar um paralelo entre o conceito abordado em um pequeno trecho do jogo warframe e a nossa realidade, nossas dores e auto penitência. Não se preocupe, caso nunca tenha jogado a obra citada, eu explicarei todo o contexto necessário e ainda que tenha leves spoilers, não será nada que pode comprometer a sua experiência (como jogador ou não). Fica o aviso, que este texto pretende tratar de temas como a depressão, isolamento e traumas, mas lhe convido a continuar lendo e confiar, pois valerá a pena!

domingo, 27 de abril de 2025

[CRÔNICA/The Last of Us] “Future days” - Paternidade, ciclos e o medo da perda

Por Guilherme César

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ALERTA DE SPOILERS: O texto abaixo contempla todo o primeiro jogo e primeira temporada de “The last of Us”, assim como os dois primeiros episódios da segunda temporada. Além de citar de forma mais contida alguns pontos relacionados à música “Future Days”, presente no segundo game.

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O segundo episódio da segunda temporada de The Last of Us caiu como uma bomba, impactando profundamente não só quem apenas assistia a série, mas também quem já havia vivenciado toda a história daquele universo nos games. Porém, não estou aqui hoje para fazer uma análise crítica do episódio ou até mesmo dos jogos, desta vez o foco é ir um pouco mais a fundo em um personagem e sua história, uma singela reflexão. Hoje falaremos sobre Joel e como a música “Future Days” foi usada de forma tão magistral na segunda parte da narrativa.

sábado, 12 de abril de 2025

[CRÔNICA] O quanto estamos dispostos a oferecer?

 Por Guilherme César


Ainda que o tempo sem escrever me faça questionar se ainda sei, hoje uma frase que li me despertou intensas reflexões, as quais senti que não deviam ficar apenas dentro de uma mente caótica. Mesmo que, se uma frase pode despertar reflexões, o que seria capaz de fazer um texto? E, sobretudo, o quanto ele poderia impactar um leitor despreocupado? 

terça-feira, 22 de outubro de 2024

[CRÔNICA] A obrigatoriedade de ser forte dentro do conceito de masculinidade

 Por Guilherme César


Quantas vezes você, homem, sentiu que a tristeza lhe deixava frágil e que isso faria que zombarem de ti? O quão difícil é para você expor aquilo que sente? Despir-se das armaduras numa sociedade hiperconectada, em que cada suspiro seu é registrado e que a única coisa que realmente parece importar (mesmo que seja a única que não importe de fato) é a sua imagem? 

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

[POEMA] Eu sangro versos

 Por Guilherme César


Quando as lágrimas caem no papel

Palavras brotam, sentimentos se fazem

Quando não consigo mais segurar o caos aqui dentro

Nas páginas ele insiste em desaguar


Muitos não entendem

Outros só conseguem observar

Eu não busco expor o que dói

Eu só quero da dor me livrar


É muito simples gritar

É clichê apenas chorar

Foi escrevendo que encontrei

A forma de me curar


Não tenho culpa de só saber amar

Não tenho culpa de sentir sem recuar

Eu nunca tive medo do estrago que poderia vir

Quando eu decidisse me entregar


Então quando o chão sumiu

Quando tudo desabou 

Eu escrevi na tentativa

De começar a voar

[POEMA] Enquanto a chuva cai

Por Guilherme César


Eu risco linhas no papel só para tentar me organizar

Eu despejo palavras ali para tentar me acalmar

Sempre foi assim, sempre escrevi para não me afogar

Naquilo que o meu coração teima em relembrar


Eu rastejo por memórias 

Eu tenho buscado por respostas

Eu rastejo na direção de um caminho

Eu tenho orado por me sentir sozinho


E tudo retorna para o mesmo ponto

Como se minha vida fosse apenas um conto

Em que o final já foi descrito e determinado 

E tudo só faria sentido se eu tivesse me amado


E o amor próprio que todos teimam em me ensinar

Eu insisto que não sei como plantar

Pois onde esse sentimento iria ficar

Se o meu coração só sabe te amar?


Então eu volto para os versos 

Rimo sem saber onde vou chegar

Clamo aos céus por um pouco de paz

E observo a tempestade se agigantar


Repito mantras, repito orações 

Me volto para mim, tento me aceitar

E no fim é a calma em meio ao caos 

Que eu insistentemente tento encontrar


E eu sei que com o tempo a paz vai chegar

Eu sei que tudo ficará bem quando a chuva passar

E não seria tudo sobre isso?

Sobre sempre acreditar e confiar?

[POEMA] À deriva

Por Guilherme César



Estou no meio do oceano

Deitado sobre as tábuas que restaram daquilo que construí

Fadigado, machucado, desnorteado.


Não há forças para nadar

O sol castiga minha pele

Desidrata, drena minha vida, esgota minhas chances 


E as ondas vêm e vão.

Ameaçadoras 

Elas sabem que se eu cair na água, afundarei

Já não há forças, serei engolido


Meus olhos permanecem fixos no céu 

Só posso orar para que o fluxo me leve 

Para a praia, para a salvação 

Ou simplesmente, para o céu.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

[Crônica/Mangá] One Piece e a capacidade de conquistar fãs


Por Guilherme César


Por muito tempo me recusei a ler/assistir One Piece. Primeiro por preconceito com os traços e a estética dos personagens, depois por pura birra pela grande popularidade (adolescência é um período ridículo) e depois simplesmente por achar muito difícil chegar ao ponto atual do enredo, afinal hoje o anime conta com mais de 900 episódios e o mangá com mais de 1000 capítulos lançados. Como arranjar tempo o suficiente para embarcar numa obra tão popular sem riscos de tomar spoilers gigantescos no percurso? Um feito sem dúvidas quase impossível, mesmo com o incentivo de vários amigos fãs da história.


terça-feira, 9 de junho de 2020

[CRÔNICA] As crianças da década de 80/90 e a repulsa pela “Geração Mimimi”


Por Guilherme César



Quando você pensa em sua infância, já foi capaz de sentir o peito esquentar? A leve menção às lembranças daquela época saudosa lhe arranca sorrisos, afinal o mundo era melhor, mais simples, mais divertido. As tecnologias que tanto sufocam os jovens de hoje não existiam, a criminalidade e os perigos que tanto impedem as crianças de se divertirem nas ruas não estavam tão presentes. O respeito era algo imprescindível e a homossexualidade, o feminismo e outras questões tão incômodas eram raras ou inexistentes. Tudo era certo, tudo era simples. Podia-se rir dos colegas de classe, apelidar e fazer brincadeiras sem temer que os alvos se ofendessem e quando era conosco, rebatíamos na mesma proporção e tudo terminava em gargalhadas. Os valores morais eram respeitados, a família era protegida e o mundo não sofria com o medo de “magoar” uma geração “fresca”, as crianças dos anos 70 aos 90 eram fortes, cresciam sabendo lidar com o mundo. Onde tudo deu errado? O que transformou o mundo tão negativamente?

sábado, 16 de maio de 2020

[ANIME] DIGIMON ADVENTURE (1999) – ANÁLISE NOSTÁLGICA E EXPECTATIVAS PARA O REBOOT


Por Guilherme César

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Obviamente contém spoilers 
(Avisando mesmo que já tenha sido lançado há 20 anos)
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Depois de muitos meses longe do blog, volto para escrever, desta vez impulsionado pela quarentena que todos temos vivido. E graças ao isolamento e ao tempo extra, resolvi maratonar um anime que marcou a minha infância e que neste ano de 2020 voltará a mídia com seu reboot, DIGIMON ADVENTURE. Então, me perdoem por estar enferrujado, mas vamos ao texto.