Por Guilherme
César
Amizade Colorida
Imagine-se flutuando em alto mar,
seus olhos fitando o céu azul, apenas ele. Nada a sua volta, a não ser o som do
vento e vez ou outra o som de pássaros voando bem lá no alto. A água morna
tocando a sua pele, assim como os raios do sol que parecem lhe acariciar cada
centímetro do corpo.
O balanço das águas, ritmado e lento, conduzindo seu corpo para o horizonte, a praia já não pode ser vista, só existe água. Água e o céu. Um horizonte sem fim, uma imensidão lhe cerca e você está completamente perdido. Contudo, está feliz. Embriagado com aquele momento, livre de qualquer pensamento, apenas sentindo seu corpo flutuar. Flutuar em algo desconhecido, algo misterioso e incomensurável.
O balanço das águas, ritmado e lento, conduzindo seu corpo para o horizonte, a praia já não pode ser vista, só existe água. Água e o céu. Um horizonte sem fim, uma imensidão lhe cerca e você está completamente perdido. Contudo, está feliz. Embriagado com aquele momento, livre de qualquer pensamento, apenas sentindo seu corpo flutuar. Flutuar em algo desconhecido, algo misterioso e incomensurável.
Era daquela forma que eu me sentia, ali,
abraçado com Crystal na minha cama, ambos nus e suados, ainda um pouco
ofegantes depois daquela transa espetacular. Algumas partes do meu corpo doendo, mas a dor suportável, no fim o prazer
havia superado a dor. Porém, não gostaria de repetir aqueles momentos sádicos.
—No fim você foi domada, criança.
—sorri olhando para ela.
—Só dessa vez. —respondeu se
desvencilhando dos meus braços e deitando-se de bruços, apoiando os cotovelos
na cama e me encarando. —Você me surpreendeu, Dan.
—E você não é tão sádica quanto diz.
—comentei. —Mas é masoquista.
—Sou? —indagou erguendo uma das
sobrancelhas. — Acho melhor não ficarmos presos a rótulos então. Eu assumo, não
sou sádica de verdade.
—Meu Deus! —exclamei. —A garota
misteriosa finalmente assumiu algo. Gostou tanto assim de ter sido domada por
mim?
—Talvez. —sorriu maliciosamente. —
Mas essa foi a nossa última transa.
—Foi? —me sentei na cama. Meus olhos
percorreram todo o corpo nu de Crystal. Dos pés, subindo devagar pelos
tornozelos, coxas, aquela bunda deliciosa e ainda bastante vermelha, sua
cintura, os braços que bloqueavam a visão dos seios, seus cabelos caindo pelas
costas e finalmente seu rosto, com aquele olhar enigmático. — E porque diz
isso?
—Porque eu sou uma moça de família.
Não pretendo transar casualmente com alguém que mal conheço. —murmurou ainda me
encarando. Realmente aquela resposta me surpreendeu.
—Bom, você veio até o meu
apartamento e quase me estuprou. —comentei. —O que sugere?
—Não sei, Um relacionamento. — e as
surpresas não paravam.
—Você está querendo namorar comigo,
Crystal? —questionei curioso.
—Não, acho namoro uma palavra muito
forte. E estamos no inicio ainda. Talvez um relacionamento aberto.
—Não. —respondi com firmeza. Só eu
que não via lógica no que ela estava dizendo? — Não sou o tipo de cara que
gosta de um relacionamento aberto. Por mais que eu ame transar, eu prefiro que
seja apenas com uma garota.
—Awnnn! Que fofo! —ironizou sorrindo
e fazendo um biquinho em seguida. — Ele é romântico.
—Crystal, seja direta e clara.
—disse com firmeza. — O que você quer?
—Eu quero que deixemos de transar
casualmente, eu já assumi que te desejo, você me deseja, o sexo é bom. —ela
respondeu. – Só que para namorar é preciso sentimento, e é cedo demais para
isso.
—Seja direta. —enfatizei.
—Que tal uma amizade colorida?
—sugeriu.
—Amigos que transam? —balbuciei um
pouco espantado com a proposta. — Mas nem somos amigos, eu não sei nada sobre
você.
—Podemos ser, ou isso, ou nada.
—ressaltou Crystal novamente levantando uma das sobrancelhas. — E eu já te
contei muito sobre mim.
—Contou? Talvez eu não tenha
percebido. –retruquei com ironia. — Eu topo ser seu amigo colorido, desde que
eu saiba mais sobre você.
—Criança curiosa. —Crystal sorriu de
forma sedutora. —Então está bem, seremos amigos coloridos. O que quer saber
sobre mim?
—Comece me contando quem te ligou no
outro dia. E porque precisou ir embora daquela forma. — respondi, finalmente
chegando ao ponto que queria.
—Era uma amiga. —disse Crystal de
forma seca. — Ela estava com problemas.
—Amiga? Fale mais sobre ela. —aquilo
ainda não me parecia ser a verdade.
—Eu divido meu apartamento com uma
amiga. Nos conhecemos fazem dez anos. —Crystal me olhou nos olhos, seu olhar
firme. —Quando nos formamos, no ensino médio, combinamos de vir fazer faculdade
juntas aqui na cidade. Ela acabou conseguindo uma bolsa integral, ela é muito
inteligente.
—Mas no telefone você não parecia
estar muito contente com ela. —comentei tentando fazer Crystal cair em
contradição e assim revelar a verdade.
—E não estava. —murmurou Crystal
desviando o olhar. — Dividir apartamento tem seus pontos negativos. Acabamos
brigando dias antes e nem estávamos nos falando. Daí ela veio me ligar naquela
hora, justo naquela hora, pedindo ajuda. Estava desesperada.
—Desesperada? —me assustei, aquilo
parecia ter sido sério. Mas algo ainda não se encaixava. — Mas ela está bem?
—Sim, Coisas com a ex. —respondeu
com um meio sorriso. — Mas ela já está bem.
—A Ex? —indaguei surpreso.
—Sim, ela é lésbica. —disse Crystal
sorrindo e se levantando da cama lentamente. —Mas não se preocupe, gatinho.
Nunca rolou nada entre a gente.
—Interessante. —falei admirando seu
corpo nu, agora de pé a minha frente. —E poderia rolar?
—Talvez, gosto de experimentar
coisas novas. —Crystal voltou a sorrir de forma maliciosa. — Mas você sabe bem
do que eu gosto. —ela se abaixou, aproximando-se de mim e colocando uma das
mãos sobre a cama, e outra ela deslizou pelo interior da minha coxa. — Mas
podemos interromper essa conversa? Quero tomar um banho.
Apenas sorri e consenti. Crystal se
virou e começou a caminhar, com aquele típico rebolado sedutor. Quando chegou
até a porta ela parou e virou o rosto, me encarando. Eu permanecia sentado,
hipnotizado pela visão de seu corpo sensual e delicioso.
—E então? —balbuciou me olhando. —
Você não vem?
Ela sorriu novamente de forma safada
e passou pela porta indo em direção ao banheiro. Me levantei com um salto e fui
até ela. Logo quando entramos eu a segurei pela cintura, puxando-a contra mim.
Seu corpo se unindo ao meu, abracei-a por trás e beijei seu pescoço. Crystal
suspirou e se virou, segurando meu rosto e beijando minha boca. Caminhamos até
o chuveiro. A água quente caindo sobre nossos corpos enquanto nos beijávamos. O
calor aumentando cada vez mais. Ficamos ali, num banho demorado, repleto de
caricias, beijos e olhares de desejo. Ela deslizando as mãos por cada parte do
meu corpo e eu fazendo o mesmo. Tocando cada centímetro de sua pele macia, meus
dedos deslizando e contornando seu corpo.
Depois de um longo banho voltamos
para a cama, nos deitamos e ficamos ali, conversando entre beijos. Crystal me
contou sobre sua família, sobre sua mãe. Sua relação com o pai era turbulenta,
a falta de carinho dele a deixava triste e estavam cada vez mais distantes. A
mãe havia morrido quatro anos antes, seus pais já estavam separados havia pouco
mais de doze anos. A garota da ficção vivia com a mãe, uma mulher simples e
sofrida. Seu pai era rico, dono de uma grande empresa com filiais em todo o
país. Depois da separação ele havia deixado a filha de lado e construído uma
nova vida, sempre trocando de namorada, nunca se firmando com alguém.
Aparentemente um homem frio e solitário que apenas se dava ao luxo de mandar
uma quantia em dinheiro gorda todos os meses para bancar a filha e assim
cumprir com o dever de pai. Dessa forma ele a mantinha longe e evitava
problemas judiciais.
Com a morte da mãe, Crystal acabou
indo morar com o pai por um tempo e finalmente quando fez 18 anos conseguiu
liberdade para ir embora. Satisfeito por ter a filha longe, ele lhe comprou um
apartamento, no qual ela agora dividia com a amiga. Durante toda a conversa
Crystal manteve seu olhar distante, imersa em lembranças. Ficou claro para mim
o quanto ela sofria com a sua relação com o pai. Porém a garota da ficção
insistia em não demonstrar fragilidade, sempre dizendo que preferia assim, que
tinha liberdade e não precisa trabalhar e estudar.
Pelo que pude perceber, Crystal era
tão solitária quanto o pai, sendo Victória – a sua amiga a pessoa mais próxima
dela naquele momento. Alguém que poderia ser considerada uma irmã.
A noite prosseguiu tranquila, era
tão bom passar aquele tempo com Crystal, deitados na cama, rindo e contando coisas
sobre o passado. A misteriosa garota da ficção ia se abrindo aos poucos,
contando sobre sua infância com Vic, suas brigas e suas peripécias. Contou
também sobre o dia em que a amiga se assumiu como homossexual e que havia sido
Crystal a única a apoiá-la. Victória também cursava filosofia na Excelsior, mas
trabalhava arduamente como secretária em um escritório no centro da cidade.
Diferente da amiga, ela não tinha dinheiro e nem o auxilio dos pais que eram
muito pobres.
Comemos, conversamos mais, rimos e
transamos novamente. Uma transa quente, mas nada sádica. Já passava da meia
noite quando terminamos. Depois de mais um momento intenso de prazer decidimos
dormir. Seria a primeira noite que dormiria com alguém ao meu lado, depois que
havia terminado com Isabelle. Era bom ter alguém ali, isso diminuía aquela
solidão, aquele vazio que me consumiam. Confesso que demorei a dormir. Fiquei
um bom tempo só olhando Crystal dormir, vendo sua respiração lenta, sua
expressão serena. Ali, deitada ao meu lado, ela parecia tão frágil, tão meiga.
Uma fragilidade que ela insistia em ocultar e que eu podia enxergar por entre
suas palavras, suas ações. Depois de todos os momentos intrigantes, das brigas
e tudo mais, lá estava uma garota que era doce, mas que não deixava
transparecer. E eu... Bom, eu poderia assisti-la dormindo por toda a noite...
—Acordou cedo, criança? —indagou
Crystal se aproximando da bancada da cozinha, me encarando enquanto eu
terminava de colocar o café na garrafa térmica.
Já se passava das nove horas da
manhã de domingo, tentei não fazer barulho algum quando me levantei. Crystal
ficava tão bela dormindo que não tive coragem de acordá-la. Me levantei, vesti uma
bermuda e uma camisa azul de algodão sem estampa, e fui para a cozinha. Tomei
meu café da manhã –pão com manteiga e chá mate- e fui preparar a mesa de café
para quando a garota da ficção acordasse. Comprei pão fresco e algumas
quitandas e tentei organizar da melhor forma na mesa –o que levou quase meia
hora, por causa do meu perfeccionismo- logo depois fui fazer o café. Algo que
só fazia para visitas, já que não bebo café. Sempre adorei o cheiro, mas nunca
quis provar, tanto que nem conhecia o gosto do meu café.
—Faz quase uma hora que acordei.
—sorri colocando a garrafa sobre a mesa. —Venha comer, fiz o café especialmente
para você.
—Olha, que rapaz educado. —sorriu
Crystal dando a volta na bancada e entrando na cozinha.
A cozinha não era muito grande.
Coberta por azulejos brancos, tinha a bancada que a separava da sala, um
pequeno fogão também branco, ao lado da geladeira e de um armário fixado na
parte superior da parede e outro logo abaixo dele, onde se encontrava o
micro-ondas, todos da mesma cor. Havia me arrependido de ter comprado tudo ali
na cozinha com a cor branca, mesmo estando na promoção e saindo tudo muito
barato, o trabalho para limpar era gigantesco. No centro estava a mesa de
granito com quatro lugares. Completando a cozinha havia uma pequena pia também
de granito que ficava abaixo da janela que dava visão da área usada como
lavanderia, ao lado dela a porta que dava acesso à mesma.
Meu coração disparou ao ver Crystal
ali, apenas de calcinha, usando minha blusa branca da noite anterior. Como ela
ficava sexy daquele jeito. Eu sempre ficava encantado com a visão de uma mulher
vestida daquela forma, tão simples, tão sensual. Acho que não havia uma maneira
melhor de ser sexy, do que se vestir assim. Isabelle fazia questão de roubar
minhas camisas no guarda-roupa sempre que dormia comigo. No dia seguinte era
surpreendido por ela apenas de calcinha me acordando. Uma visão e tanto. Os
cabelos lisos de Crystal estavam penteados de lado, deixando sua longa franja
caindo sobre um dos olhos. Ela se sentou na cadeira e ficou me encarando.
—O que foi, criança? —perguntou
enquanto pegava uma xicara de louça. — Algum problema?
—Não, é que você fica sexy vestida
assim. —sorri me sentando na cadeira de frente para ela. — Muito sexy, eu
diria.
—Flertando logo cedo. —Crystal sorriu
colocando café na xicara e apanhando um pequeno pão de queijo na cesta a sua
frente, onde se encontravam os pães e quitandas. — Por acaso já está querendo
me levar de volta para a cama, é?
—Talvez. —sorri de forma maliciosa.
Observando enquanto ela provava do café. – Espero que goste do café, eu não
provei, já que não gosto. Então digamos que fiz no instinto.
—Pelo visto você tem bons instintos, o
café está ótimo. —comentou. —E tenho uma péssima noticia para lhe dar.
—O quê? Qual o problema?
—Não poderei demorar muito. Preciso
voltar para casa. —respondeu mordendo o pão de queijo.
—Achei que fosse passar o dia aqui.
—murmurei um pouco desanimado.
—Não posso, criança. —disse Crystal
com um olhar de compaixão. —Combinei de almoçar com a Vic hoje. Almoço das
meninas, não tenho como fugir. Ainda mais que ela vai cozinhar. Se eu me
atrasar serei morta.
—É uma pena, estava pensando em várias
coisas para fazer contigo. —sorri de forma maliciosa e pisquei com um dos
olhos.
—Teremos muito tempo, criança, muito
tempo. —Crystal disse depois de beber mais um gole de café.
E assim prosseguimos. Crystal tomou
seu café, conversamos mais um pouco e ela foi se vestir. Não tivemos tempo de
transar novamente, já que ela precisava ir para casa antes que a amiga
começasse a ligar.
Passei o restante do domingo me
sentindo como se estivesse de ressaca. Tudo bem, eu nunca havia bebido, nem
tinha passado pela fase da ressaca, obviamente. Porém já tinha sofrido com
aquela ressaca literária, depois de ler um bom livro. Também depois de assistir
uma boa série, sabendo que a nova temporada só sairia depois de um ano. Um
vazio, um cansaço e uma vontade de ficar deitado o resto do dia. Um tédio
incontrolável e uma sensação de perda. Parecia que minha alma havia sido
arrancada do meu corpo.
Só conseguia pensar nos momentos que
havia passado com Crystal. Seu perfume, o toque de sua pele na minha, o som de
seus gemidos. Aquele olhar profundo, seu corpo sensual. Era incontrolável, eu
já havia me apegado, não tinha mais volta. Parecia um drogado sofrendo de
abstinência, semanas antes eu estava vazio, não possui vida, nem brilho nos
olhos. Daí surgiu aquela garota de cabelos castanhos e mexas vermelhas, com seu
jeito esquivo, ela me dominou. Precisava dela junto a mim. Ela me devolveu a
vida, me devolveu a vontade de viver. Mas eu só queria viver se fosse ao lado
dela. E esses pensamentos se repetiam em minha mente. O nome Crystal ecoava,
como uma oração...
...Chovia, o vento soprava forte na
rua. Eu caminhava rapidamente, meu corpo completamente molhado. As ruas escuras
e vazias. Andei por alguns minutos e cheguei o Parque Central da cidade. Uma
grande pista se estendia no meio do parque, servindo como caminho para as
pessoas que gostavam de fazer caminhadas ali. Estava escuro ali dentro, em meio
às árvores. As pequenas lâmpadas nos postes ornamentados espalhados pelo parque
não conseguiam iluminar mais do que três metros ao seu redor. Caminhei pelo
parque sozinho. O vento cada vez mais forte, frio.
Ouvia apenas o som da chuva e dos meus
passos, vez ou outra pisando em uma poça naquele caminho de pedras. Finalmente,
depois de muito caminhar, encontro um vulto a minha frente. Uma mulher, parada
em meio às árvores, seu corpo esguio completamente molhado. Usava legues
negras, sapatos para corrida e um moletom cinza. Seus cabelos, longos e
castanhos estavam molhados. Me aproximei rapidamente e ela se virou.
—Crystal, você está bem? —indaguei
chegando perto, ela tinha uma expressão triste no rosto, lágrimas escorriam
pelos seus olhos. — O que está acontecendo? Eu te procurei por toda parte.
—Acabou, Daniel. —ela esbravejou. — Eu
não confio mais em você, não confio.
—Mas eu só estava te poupando, eu não
queria te magoar. —expliquei desesperado. — Você precisa me entender.
—Entender? —indagou. — Eu me apaixonei
por você, eu te amo! E você mentiu para mim!
Crystal chorava compulsivamente, a
chuva havia parado. O frio aumentava fazendo meu corpo arrepiar. Eu sentia uma
grande tristeza tomar conta do meu peito. Aquilo estava mesmo acontecendo?
—Acabou, Daniel! —exclamou Crystal
desviando o olhar e passando por mim. —Não me procure mais.
—Eu te amo, Crystal. —gritei segurando
seu braço. —Eu te amo.
—Eu também te amo. —sussurrou puxando
o braço e se soltando. — Mas não quero mais nada com você. Eu quero ser livre.
Um relâmpago cortou o céu iluminando o
parque. Acordei com sobressalto. Estava chovendo. Já passava das oito da noite.
A sala estava escura, havia dormido por mais de cinco horas. A janela estava
aberta e o vento frio entrava por ela. E eu ali, de bermuda e camisa.
—Oh meu Deus... —balbuciei me sentando
no sofá. — Eu estou me apaixonando por ela?

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