Por Guilherme
César
Fiquei o resto da tarde pensando na
ligação de Crystal. Qual seria o motivo daquilo? Reaparecer assim e querer vir
me ver, sem nenhuma desculpa aparente? Sem falar na pergunta que fizera. O que
tinha de importante nela saber qual era a minha cor favorita? Assim do nada?
Esperava que ela se explicasse logo quando passasse pela minha porta.
Deixando de lado as dúvidas decidi ir
tomar um banho. Depois do banho me arrumei, apenas uma roupa casual, camisa
branca sem estampa e uma bermudão cinza. Passei meu perfume, a já costumeira
fragrância amadeirada. Deixei meus cabelos da maneira que estavam, um pouco
molhados e atrapalhados, caindo sobre o rosto e quase chegando até os olhos. Sentei-me
então no sofá e liguei a TV, embora não estivesse passando nada de
interessante.
Já era quase seis horas da tarde
quando o interfone tocou. Me levantei e fui atender, era a Crystal.
Assustadoramente pontual, diferente do nosso primeiro encontro. Destranquei a
porta e esperei que subisse as escadas. Pouco tempo depois lá estava ela vindo
ao corredor. Caminhava lentamente, seus cabelos lisos e soltos balançando a
cada passo, um sorriso sutil em seu rosto. Vestia uma blusa preta, mas larga,
de mangas compridas e um dos ombros caídos, saias jeans escuras que chegavam um
palmo acima do joelho, além de botas de cano curto - o som do salto das botas ecoava
pelo piso de madeira do corredor. Ela trazia consigo sua bolsa cinza colocada
transversalmente no corpo. Vendo o tamanho da bolsa me lembrei da época que ria
das bolsas da Isabelle que por fora eram grandes, mas por dentro pareciam ser
maiores ainda, praticamente mágicas, por causa do número de coisas que ela
carregava dentro delas.
—Ei, criança. —balbuciou Crystal ao se
aproximar, me dando um beijo no rosto.
—Hoje você não atrasou, —comentei com
um meio sorriso.
—Eu cumpro minhas promessas. —ela entrou
no apartamento e eu fechei a porta, trancando-a em seguida.
—Então, já pensou no filme que quer
ver? —indaguei tentando puxar um assunto neutro, antes de ir perguntá-la sobre
o sumiço.
—Deixarei você escolher. —ela disse
parando e me olhando. —Mas antes, posso usar seu banheiro?
—Claro, final do corredor a esquerda.
—respondi caminhando e sentando-me no sofá maior enquanto ela ia pelo corredor,
o barulho de suas botas ecoando pelo apartamento.
Fiquei ali esperando por alguns
minutos, até que escuto a porta do banheiro se abrindo e novamente o som das
botas se aproximando. Porém o som cessou de repente e eu me virei para ver o
porquê Crystal havia parado de caminhar. Quando olhei para trás meu queixo caiu
e fiquei completamente sem reação. Parada de pé, encostada na parede estava
Crystal sorrindo para mim maliciosamente. Sua roupa havia sumido e agora ela
usava apenas um sutiã de renda vermelha, uma calcinha da mesma cor também de
renda e uma cinta liga. Em suas mãos ela segurava um chicote de couro com
várias tiras. Sua pele branca a mostra, seu corpo esguio, mas com as curvas nos
devidos lugares, me fez ficar excitado no momento que a vi. Seus longos cabelos
com mexas vermelhas chegando até a altura de suas costas. Uma visão perfeita,
excitante e de tirar o fôlego.
—E aí, criança, você não disse que
gostava de vermelho? —ela me encarou com um sorriso safado.
—Uau. —balbuciei sem fala, ainda
admirando-a vestida daquela forma.
—O filme acaba de ser cancelado.
—disse caminhando na minha direção. —Você agora vai me mostrar o seu quarto.
—Isso foi uma ordem? —indaguei,
provocando.
—Sim, e você vai obedecer a tudo que
eu mandar. —ela sorriu se abaixando e seu rosto chegando perto do meu. —Ou será
castigado.
—Talvez eu até goste de ser castigado.
—sussurrei, meus lábios quase tocando os dela. Aproximei-me mais para beijá-la.
—Acredite, eu não diria isso. —ela se
afastou evitando o beijo, depois começou a caminhar em direção ao corredor,
parando para me esperar. —Você nunca foi punido por uma sádica.
Me levantei e fui na direção dela que
segurava o cabo do chicote e me olhava com o sorriso malicioso de sempre.
Passei por ela e parei na frente do corredor estendendo meu braço rumo à porta
do meu quarto.
—É por aqui, criança.
—Você primeiro. —retrucou acenando com
a cabeça para que eu fosse à frente. Consenti e passei por ela. No instante que
o fiz senti algo atingir minha bunda com muita força. Acabara de ser
chicoteado.
—Au. —murmurei parando de caminhar e
colocando a mão sobre o local que ela atingira. —Essa doeu.
—Eu ainda nem comecei. —respondeu me
olhando fixamente. —Isso foi por ter me chamado de criança, a partir de agora
eu sou a sua dona, me respeite ou será punido.
—Tudo bem, senhora. —murmurei entrando
em seu jogo e voltando a caminhar.
Até então eu nunca havia passado por
aquele tipo de coisa. Sempre tive meus fetiches, que não eram poucos, mas nunca
tinha sido domado por uma mulher sádica. Não me importava com arranhões ou
tapas, mas nunca pensei provar algo mais intenso, algum tipo de humilhação ou
dor extrema. Sempre fui orgulhoso nesse sentido e como nunca gostei de ser
passivo, aquilo me deixava levemente desconfortável. Contudo estava excitado,
muito excitado. Isso se devia ao fato de ser a Crystal ali, ela possuía um
magnetismo, um encanto que me controlava. Eu a desejava, queria que ela
tentasse me domar. Tentasse, pois no instante que vacilasse eu iria virar a
mesa e dominá-la. Nada mais prazeroso para um dominador do que domar outro
dominador.
Ao olhar para a porta do meu quarto já
se podia ver a lateral do meu guarda-roupa de mogno, depois de entrar, na
parede a direita da porta encontrava-se a minha cama de casal, colocada
paralelamente ao guarda-roupa. De cada lado da cama havia um criado mudo,
também de mogno e com três gavetas. Sobre o primeiro estava uma luminária negra
e sobre o segundo alguns cds em suas capas. Na parede de frente para o
guarda-roupa, no lado oposto do quarto ficava a grande janela que naquele
momento tinha o blackout negro que a
bloqueava fechado. Na mesma parede da janela estava a minha escrivaninha também
de mogno, com sua cadeira própria e com o notebook sobre ela. Algumas
miniaturas de personagens do cinema junto de dvds enfeitavam-na.
Crystal caminhou pelo quarto, passou
por mim e se sentou na beirada da cama, cruzando as pernas. Me aproximei
lentamente para beijá-la, mas novamente ela negou, estendendo o braço com o
qual segurava o chicote e encostando o cabo dele no meu peito.
—Nada disso. —murmurou meneando a
cabeça negativamente. — Não autorizei você a me tocar. Agora em silêncio vá
para trás, quando estiver perto do guarda-roupa pare e fique de costas para
mim.
A encarei por alguns segundos,
tentando imaginar o que ela pretendia e depois segui da maneira com que havia
dito. Aproximei do guarda-roupa e me virei, ficando de costas para ela.
—Agora tire a roupa. —ordenou. —
Lentamente.
Sem hesitar fiz o que me pediu,
puxando minha camisa lentamente e a retirando, deixando meu tronco exposto.
Joguei a camisa no chão e prossegui retirando a bermuda e logo depois a cueca.
Totalmente nu fiz menção de me virar, mas fui interrompido por Crystal.
—Parado, não mandei você se virar.
—ela fez uma pausa. — Até que você é bem “pegavel”. —ouvi então seus passos
vindos à minha direção, ela parou logo atrás de mim. — Quero admirar mais um
pouco essa sua bundinha branca e gostosa. —sussurrou apertando com força a
minha bunda com uma das mãos e cravando suas unhas.
Soltei um leve suspiro. Sentia suns
unhas machucando minha pele, a dor se irradiando e ao mesmo tempo meu coração
disparado pela adrenalina. Meu pênis completamente ereto, pulsando. Estava totalmente
louco para me virar e agarrá-la. Depois de alguns segundos ela soltou e colocou
ambas as mãos sobre as minhas costas.
—Acho que apertei forte demais, sua
bunda ficou vermelhinha. —ela então cravou as unhas nas minhas costas e eu
soltei um leve gemido de dor, sentindo-a descer as mãos arranhando minhas
costas de cima a baixo. —Mas você gosta de vermelho, não é?
—Não quando é na minha pele.
–balbuciei.
Em seguida senti novamente uma
chicotada atingir minha bunda, a dor irradiando pela região e me fazendo
estremecer levemente.
—Eu não lembro de ter deixado você
falar. —ouvi seus passos novamente. Ela se afastou e voltou a sentar na cama. –
Vire-se.
Me virei ficando de frente para ela.
Um arrepio percorreu meu corpo quando a vi parada na cama, sentada com as suas
pernas abertas e o cabo do chicote tocando sua calcinha, bem no centro. Ela
mordia os lábios e me encarava de forma sensual. Estava começando a enlouquecer
de vontade de ir até ela e arrancar aquela lingerie.
—Uau, que delicia desse seu pau grosso
e duro. —ela murmurou lambendo os lábios. — Apenas dessa vez te deixarei falar.
Está gostando do que vê?
—Sim, muito. –respondi sem tirar os
olhos dela. Engoli a seco, olhando-a naquela posição, consumido pelo tesão.
—Interessante. Mas não quero que olhe
para mim, abaixe a cabeça, quero que olhe para o chão. Agora! —exclamou. Com um
pouco de revolta o fiz, para não correr o risco de apanhar novamente. — Agora
se masturbe. Sem olhar para mim.
Sem questionar atendi o seu pedido.
Toquei meu pênis com a minha mão direita, segurando-o com firmeza e comecei a
fazer movimentos de vai e vem de baixo para cima, de forma ritmada.
—Devagar. —ordenou. Diminuí o ritmo,
deslizando minha mão pelo meu membro duro de forma lenta. —Toque a cabecinha
com as pontas dos dedos. —fiz o que Crystal ordenou, tocando a glande com a
ponta dos dedos e sentindo meus músculos contraírem de prazer, aquela região
era muito sensível e um simples toque me levava à loucura. — Agora acaricie
suas bolas, lentamente.
Desci as mãos até os testículos e
comecei a tocá-los, aquilo era tão bom, estava mergulhado naquele prazer
interminável, sentindo todo meu corpo responder ao toque, e imaginando Crystal
ali, de joelhos me tocando.
—Agora agarre-o e volte a bater...
—seguir as ordens da Crystal era um misto de revolta e prazer, contudo saber
que ela estava ali, me vendo enquanto me masturbava era muito bom. Sempre fui
um voyeur e além de gostar de ver as
mulheres sentindo prazer, também me excitava sabendo que elas sentiam prazer ao
me ver daquele jeito. — Aumente o ritmo!
A voz dela permanecia firme e eu
sentia seus olhos me encarando, se deliciando com cada movimento. Aumentei o
ritmo ficando cada vez mais extasiado. Meu corpo começou a estremecer, estava
tão excitado que poderia gozar a qualquer momento.
—Pare! —exclamou se levantando antes
que eu pudesse gozar. —Não quero que goze agora. Fique de joelhos. —me ajoelhei
enquanto ela se aproximava de mim com o chicote na mão. Crystal então chegou
bem perto, deixando sua vagina na altura do meu rosto, podia sentir seu perfume
doce e pude ver que a calcinha estava molhada. — Me chupe.
Até que enfim eu poderia tocá-la. Fiz
o que ela me pediu e deslizei minhas mãos por suas coxas brancas, apertando e
subindo até a calcinha, em seguida toquei o tecido e a puxei, retirando-a junto
com a cinta liga e descendo-a até os tornozelos da garota da ficção, que
levantou pé por pé para que eu a tirasse. Deixei a peça da lingerie sobre o
chão e levantei meu rosto ficando de frente para a vagina da Crystal. Sua pele
lisa e depilada, levemente rosada e molhada a minha frente. Ela nem precisava
ter me mandado, nada me daria mais prazer que chupá-la com a mais intensa
vontade. Aproximei mais segurando as coxas da Crystal que mantinha as pernas
levemente afastadas. Toquei seu órgão com meus lábios, primeiro beijando
devagar, aumentando o ritmo aos poucos. Dei leves mordidas fazendo Crystal
suspirar, em seguida coloquei minhas mãos em sua bunda, segurando forte e
começando a chupá-la.
—Isso. –gemeu passando as mãos no meu
cabelo, sentia o toque do cabo do chicote que estava em uma de suas mãos.
—Enfia sua língua dentro da minha boceta, vai.
Continuei chupando, tocando sua pele
macia com meus lábios, ela ficava cada vez mais molhada e eu mais e mais
excitado. Usando as pontas dos dedos de umas das mãos abri sua vagina
levemente, penetrando o dedo indicador da outra mão e tocando seu clitólis
extremamente inchado. Enfiei e retirei meu dedo várias vezes e depois voltei a
tocá-la com meus lábios, agora penetrando minha língua dentro dela. Crystal
gemeu alto, se contorcia de prazer e apertava forte a minha cabeça contra seu
corpo. Minha barba roçando em sua pele macia, minha língua áspera e molhada
indo fundo dentro dela. A sentia cada vez mais molhada e não demoraria muito
para que ela gozasse naquele ritmo. Eu também estava enlouquecendo, seus
gemidos, o toque de sua pele, aquele momento, tudo me deixava louco de prazer.
—Vai, não para! —gritou. Aumentei
ainda mais o ritmo. Crystal com o chicote em riste o balançou e me atingiu
novamente na bunda fazendo a dor intensa se espalhar pelo meu corpo, parei
momentaneamente de chupá-la e fui açoitado novamente, mais duas vezes. A dor se
espalhava e eu sentia minha pele queimar. —Não pare de me chupar, me faça
gozar!
Mais duas chicotas. Tentei ignorar
aquela dor, minha pele queimando e voltei a chupá-la. Crystal se contorcia e
tive que segurar forte suas nádegas para me firmar e prosseguir com o sexo
oral. Chupando cada vez mais rápido, minha língua dentro de seu corpo, tocando
seu maior ponto de prazer. Crystal gemia sem parar e vez ou outra me batia com
o chicote, além de segurar forte com a outra mão a minha cabeça. Subitamente
ela gozou com um longo gemido e seu corpo estremeceu. Senti o prazer me
consumir por completo enquanto seu gozo escorria pela minha boca. Estava tão
excitado que não aguentei e também gozei, espalhando sêmen pelo chão e também
me contorcendo. Senti então o chicote me atingir novamente.
—Chupe tudo, sugue até a última gota.
—ordenou ofegante com suas pernas bambas enquanto eu lambia todo aquele liquido
que escorria de dentro dela. Sentia seu gosto. Enquanto isso ejaculava também,
imerso no prazer.
Depois de alguns segundos Crystal se
desvencilhou de mim e caminhou para trás, ficando próxima da cama. Ela então
parou e observou meu corpo ali, de joelhos no chão, com o piso a minha frente
sujo de sêmen, assim como o meu pênis.
—Vá até o banheiro e lave-se.
—voltou a ordenar ofegante. —E quando vier pegue minha bolsa. Ela está lá no
banheiro. Mas não mexa nela.
Apenas consenti e me levantei. Segui
até o banheiro sentindo minhas pernas levemente bambas. Minha bunda ardia
devido às chicotadas. No banheiro parei frente ao grande espelho sobre a pia e
virei meu corpo, olhando minha bunda que estava bastante vermelha e cheia de
marcas, assim como minhas costas que tinha o sinal das dez unhas da garota da
ficção. No chão estavam as suas roupas junto com a bolsa. Caminhei até o
chuveiro e o liguei, deixando a água cair sobre meu corpo. Me lavei e enquanto
deixava a água escorrer pelo meu corpo ouvi Crystal batendo a porta, em seguida
ela mexeu na maçaneta e como não havia a trancado a porta se abriu.
—Vejo que já se lavou. —ela comentou
tirando o sutiã. —Resolvi me lavar também. Sai e me espere na cama.
—Sim, senhora. —sorri maliciosamente
vendo que ela não estava com o chicote em mãos. Passei por ela ainda com meu
corpo molhado e segui até o quarto.
Depois de alguns minutos ela voltou,
seu corpo também molhado. Eu permanecia sentado à beirada da cama, agora com o
seu chicote em mãos. Ela carregava uma algema adornada com fita azul em uma das
mãos e uma camisinha na outra. Em seu pescoço havia um pequeno cordão com uma
chave prateada na ponta.
—Me entregue o chicote, criança.
—mandou se aproximando.
—E se eu não quiser? — sorri me
levantando.
—Aí eu terei de ir embora e te
deixar aqui sem a melhor parte. —Ela então balançou as algemas e sorriu maliciosamente.
Eu sorri de volta e estendi a minha
mão a entregando o chicote. Era esse o momento que eu queria. No instante que
Crystal o agarrou eu firmei o pulso e a puxei segurando seu corpo esguio com
força e a jogando contra a cama. Ela caiu na cama e eu joguei o chicote para o
lado, virando-a de bruços e puxando seus braços para trás.
—Me solte, Daniel. —gritou se
debatendo.
—Sabe o que é complicado nos
sádicos? —indaguei retirando as algemas e a camisinha de suas mãos. —- É que
eles odeiam ser domados e nunca aceitariam se sujeitar ao mesmo. Porém, fiquei
tentado em ver se você realmente é tão sádica quanto diz. Testando da melhor
forma possível.
Abri então as algemas e as prendi
nos seus pulsos, que estavam para trás.
—Vai me torturar agora, é? —sussurrou.
— Quer se vingar?
—Não sou muito chegado a esse lance
de vingança. —murmurei me levantando e jogando o pacotinho da camisinha sobre a
cama. —Mas estou tentado a usar esse chicote.
Abaixei-me e apanhei o chicote. Me
ergui olhando Crystal nua sobre a minha cama, seu corpo sexy sobre a colcha
negra adornada com kanjis brancos que
eu havia ganhado de Natal. Aquela visão era perfeita. Seus braços presos para
trás, impossibilitada de se mexer normalmente ou de tentar fugir. Será que eu
também estava ficando um pouco sádico? Meu pênis voltara a ficar ereto,
latejando de vontade de penetrar naquele corpo sensual e delicioso a minha
frente.
—Quero que implore para que eu
transe com você agora. —disse a encarando.
—Eu não vou implorar, criança. —ela
respondeu, firme.
‘ —Implore! —exclamei dando-lhe uma
chicotada na bunda. Instantaneamente o local ficou vermelho e Crystal gemeu de
dor.
—Nunca! —retrucou.
—Implore. —bati mais duas vezes, com
força moderada. No fim tinha medo de machucá-la. Não fazia meu tipo bater em
uma mulher. Ela gemeu alto e se contorceu.
—Não, não vou implorar.
—Peça para que eu te foda bem
gostoso, vadia. —ordenei bancando o bad
boy e a puxando pelo braço. Coloquei-a de pé e a empurrei contra a parede.
Seu corpo esguio de costas para mim. Apertei sua bunda novamente, aquela pele
macia agora extremamente vermelha. Afastei-me um pouco e lhe dei outra
chicotada. — Implore!
—Não! Não! —gritou entre um gemido
de dor. Sua voz já saindo com dificuldade.
Continuei batendo e a pressionando
contra a parede, gritando para que ela implorasse e pedisse para que eu
penetrasse. Era a primeira vez que agia daquela forma. Em minha mente eu
suplicava que ela desistisse logo, pois não queria machucá-la mais. Por mais
que fosse excitante, não fazia meu tipo ser sádico. Alguns tapas, palavrões, e
sexo selvagem eram ótimos, mas agressão não fazia parte do leque de coisas que
gostava de fazer entre quatro paredes. Porém, Crystal mexia comigo de tal forma
que eu estava louco para domá-la, para ouvi-la suplicando. Já havia lhe batido
mais de sete vezes quando ela suspirou alto, gemeu e se contorceu, olhei para suas
pernas e vi que algo escorria por elas. A garota da ficção havia tido um
orgasmo simplesmente por estar presa e acuada, sendo domada por mim, E aquela
pose de garota sádica tinha sido desfeita, mostrando que ela não era aquilo que
dizia ser.
—Eu imploro, Daniel. —ela suspirou
ofegante. —Me fode, me fode gostoso. Por favor.
Ao ouvir aquelas palavras eu joguei
o chicote no chão e a virei, beijando sua boca intensamente. Depois de termos
feito tantas coisas naquela noite, eu nem ao menos tinha percebido que não
tínhamos nos beijado. Sentir o toque de seus lábios sobre os meus, sua língua
molhada tocando a minha, aquilo me fazia arrepiar, me deixava entre delírios.
Nos beijamos por alguns minutos, imersos naquela mar de sensações novamente,
totalmente descontrolados. Eu a pressionando contra a parede, minhas mãos
percorrendo seu corpo, tocando seus seios num ritmo frenético.
—Me solte, Dan. —sussurrou entre um
dos beijos. — Me solte e me coma. Eu quero ser sua. Já não aguento mais
esperar.
—Não sei se você se lembra, mas não
sou eu quem está com a chave. —sorri olhando em seus olhos. Beijei seu pescoço
e tirei o cordão, pegando a chave e tirando as algemas. Crystal agarrou minha
nuca e me beijou novamente com intensidade. A segurei pelas coxas e a levantei,
carregando-a e jogando seu corpo sobre a cama. Ela sorriu e eu apanhei a camisinha,
rasguei o pacote enquanto Crystal se sentava na cama a minha frente. Ela tomou
a camisinha das minhas mãos e a colocou no meu pênis que pulsava de tesão.
Voltamos a nos beijar e eu a puxei, virando seu corpo e a colocando de costas
para mim, Subi na cama enquanto ela se ajoelhava, ficando então de quatro.
—Mete, vai. —ela pediu. —Por favor,
Dan.
Ouvir aquilo só me deixava mais
excitado. Segurei sua cintura e penetrei todo meu pênis de uma só vez,
fazendo-a suspirar. Sua bunda estava muito vermelha e eu a acariciava de leve
enquanto me movimentava, penetrando até o fundo de seu corpo. Uma, duas, três,
quatro vezes. Recomeçando mais rápido.
—Mais forte! –suplicava Crystal
segurando a colcha sobre a cama com força.
Eu agarrei seus cabelos,
enrolando-os em minhas mãos e puxei, aumentando ainda mais o ritmo. Crystal
gemeu alto, estávamos ofegantes, o calor se espalhava através de nossos corpos.
A cama balançava por causa dos movimentos. Cada vez mais eu aumentava o ritmo.
Aos poucos fomos entrando em frenesi.
—Eu vou gozar! –gemeu Crystal se
contorcendo. Eu já me segurava para não gozar, não consegui aguentar ao ouvi-la
dizendo isso e cheguei ao orgasmo. Logo em seguida com um ultimo gemido ela
também teve seu orgasmo.
Estávamos suados, ofegantes e sem
fala. Ambos caímos sobre a cama. Crystal rolou seu corpo se aproximando de mim,
eu a tomei em meus braços e a apertei contra o meu corpo. Aquela noite havia
sido perfeita. Eu me perguntava como ela conseguia me levar à loucura tão
facilmente. Aquele tinha sido o momento mais fantástico da minha vida até
então. Estava extasiado, totalmente sem fala, apenas sentindo o toque de seu
corpo junto ao meu.

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