segunda-feira, 1 de setembro de 2014

[+18] ILUSION: Capitulo 07

Por Guilherme César

Implore






Fiquei o resto da tarde pensando na ligação de Crystal. Qual seria o motivo daquilo? Reaparecer assim e querer vir me ver, sem nenhuma desculpa aparente? Sem falar na pergunta que fizera. O que tinha de importante nela saber qual era a minha cor favorita? Assim do nada? Esperava que ela se explicasse logo quando passasse pela minha porta.

Deixando de lado as dúvidas decidi ir tomar um banho. Depois do banho me arrumei, apenas uma roupa casual, camisa branca sem estampa e uma bermudão cinza. Passei meu perfume, a já costumeira fragrância amadeirada. Deixei meus cabelos da maneira que estavam, um pouco molhados e atrapalhados, caindo sobre o rosto e quase chegando até os olhos. Sentei-me então no sofá e liguei a TV, embora não estivesse passando nada de interessante.
Já era quase seis horas da tarde quando o interfone tocou. Me levantei e fui atender, era a Crystal. Assustadoramente pontual, diferente do nosso primeiro encontro. Destranquei a porta e esperei que subisse as escadas. Pouco tempo depois lá estava ela vindo ao corredor. Caminhava lentamente, seus cabelos lisos e soltos balançando a cada passo, um sorriso sutil em seu rosto. Vestia uma blusa preta, mas larga, de mangas compridas e um dos ombros caídos, saias jeans escuras que chegavam um palmo acima do joelho, além de botas de cano curto - o som do salto das botas ecoava pelo piso de madeira do corredor. Ela trazia consigo sua bolsa cinza colocada transversalmente no corpo. Vendo o tamanho da bolsa me lembrei da época que ria das bolsas da Isabelle que por fora eram grandes, mas por dentro pareciam ser maiores ainda, praticamente mágicas, por causa do número de coisas que ela carregava dentro delas.
—Ei, criança. —balbuciou Crystal ao se aproximar, me dando um beijo no rosto.
—Hoje você não atrasou, —comentei com um meio sorriso.
—Eu cumpro minhas promessas. —ela entrou no apartamento e eu fechei a porta, trancando-a em seguida.
—Então, já pensou no filme que quer ver? —indaguei tentando puxar um assunto neutro, antes de ir perguntá-la sobre o sumiço.
—Deixarei você escolher. —ela disse parando e me olhando. —Mas antes, posso usar seu banheiro?
—Claro, final do corredor a esquerda. —respondi caminhando e sentando-me no sofá maior enquanto ela ia pelo corredor, o barulho de suas botas ecoando pelo apartamento.
Fiquei ali esperando por alguns minutos, até que escuto a porta do banheiro se abrindo e novamente o som das botas se aproximando. Porém o som cessou de repente e eu me virei para ver o porquê Crystal havia parado de caminhar. Quando olhei para trás meu queixo caiu e fiquei completamente sem reação. Parada de pé, encostada na parede estava Crystal sorrindo para mim maliciosamente. Sua roupa havia sumido e agora ela usava apenas um sutiã de renda vermelha, uma calcinha da mesma cor também de renda e uma cinta liga. Em suas mãos ela segurava um chicote de couro com várias tiras. Sua pele branca a mostra, seu corpo esguio, mas com as curvas nos devidos lugares, me fez ficar excitado no momento que a vi. Seus longos cabelos com mexas vermelhas chegando até a altura de suas costas. Uma visão perfeita, excitante e de tirar o fôlego.
—E aí, criança, você não disse que gostava de vermelho? —ela me encarou com um sorriso safado.
—Uau. —balbuciei sem fala, ainda admirando-a vestida daquela forma.
—O filme acaba de ser cancelado. —disse caminhando na minha direção. —Você agora vai me mostrar o seu quarto.
—Isso foi uma ordem? —indaguei, provocando.
—Sim, e você vai obedecer a tudo que eu mandar. —ela sorriu se abaixando e seu rosto chegando perto do meu. —Ou será castigado.
—Talvez eu até goste de ser castigado. —sussurrei, meus lábios quase tocando os dela. Aproximei-me mais para beijá-la.
—Acredite, eu não diria isso. —ela se afastou evitando o beijo, depois começou a caminhar em direção ao corredor, parando para me esperar. —Você nunca foi punido por uma sádica.
Me levantei e fui na direção dela que segurava o cabo do chicote e me olhava com o sorriso malicioso de sempre. Passei por ela e parei na frente do corredor estendendo meu braço rumo à porta do meu quarto.
—É por aqui, criança.
—Você primeiro. —retrucou acenando com a cabeça para que eu fosse à frente. Consenti e passei por ela. No instante que o fiz senti algo atingir minha bunda com muita força. Acabara de ser chicoteado.
—Au. —murmurei parando de caminhar e colocando a mão sobre o local que ela atingira. —Essa doeu.
—Eu ainda nem comecei. —respondeu me olhando fixamente. —Isso foi por ter me chamado de criança, a partir de agora eu sou a sua dona, me respeite ou será punido.
—Tudo bem, senhora. —murmurei entrando em seu jogo e voltando a caminhar.
Até então eu nunca havia passado por aquele tipo de coisa. Sempre tive meus fetiches, que não eram poucos, mas nunca tinha sido domado por uma mulher sádica. Não me importava com arranhões ou tapas, mas nunca pensei provar algo mais intenso, algum tipo de humilhação ou dor extrema. Sempre fui orgulhoso nesse sentido e como nunca gostei de ser passivo, aquilo me deixava levemente desconfortável. Contudo estava excitado, muito excitado. Isso se devia ao fato de ser a Crystal ali, ela possuía um magnetismo, um encanto que me controlava. Eu a desejava, queria que ela tentasse me domar. Tentasse, pois no instante que vacilasse eu iria virar a mesa e dominá-la. Nada mais prazeroso para um dominador do que domar outro dominador.
Ao olhar para a porta do meu quarto já se podia ver a lateral do meu guarda-roupa de mogno, depois de entrar, na parede a direita da porta encontrava-se a minha cama de casal, colocada paralelamente ao guarda-roupa. De cada lado da cama havia um criado mudo, também de mogno e com três gavetas. Sobre o primeiro estava uma luminária negra e sobre o segundo alguns cds em suas capas. Na parede de frente para o guarda-roupa, no lado oposto do quarto ficava a grande janela que naquele momento tinha o blackout negro que a bloqueava fechado. Na mesma parede da janela estava a minha escrivaninha também de mogno, com sua cadeira própria e com o notebook sobre ela. Algumas miniaturas de personagens do cinema junto de dvds enfeitavam-na.
Crystal caminhou pelo quarto, passou por mim e se sentou na beirada da cama, cruzando as pernas. Me aproximei lentamente para beijá-la, mas novamente ela negou, estendendo o braço com o qual segurava o chicote e encostando o cabo dele no meu peito.
—Nada disso. —murmurou meneando a cabeça negativamente. — Não autorizei você a me tocar. Agora em silêncio vá para trás, quando estiver perto do guarda-roupa pare e fique de costas para mim.
            A encarei por alguns segundos, tentando imaginar o que ela pretendia e depois segui da maneira com que havia dito. Aproximei do guarda-roupa e me virei, ficando de costas para ela.
            —Agora tire a roupa. —ordenou. — Lentamente.
            Sem hesitar fiz o que me pediu, puxando minha camisa lentamente e a retirando, deixando meu tronco exposto. Joguei a camisa no chão e prossegui retirando a bermuda e logo depois a cueca. Totalmente nu fiz menção de me virar, mas fui interrompido por Crystal.
            —Parado, não mandei você se virar. —ela fez uma pausa. — Até que você é bem “pegavel”. —ouvi então seus passos vindos à minha direção, ela parou logo atrás de mim. — Quero admirar mais um pouco essa sua bundinha branca e gostosa. —sussurrou apertando com força a minha bunda com uma das mãos e cravando suas unhas.
Soltei um leve suspiro. Sentia suns unhas machucando minha pele, a dor se irradiando e ao mesmo tempo meu coração disparado pela adrenalina. Meu pênis completamente ereto, pulsando. Estava totalmente louco para me virar e agarrá-la. Depois de alguns segundos ela soltou e colocou ambas as mãos sobre as minhas costas.
—Acho que apertei forte demais, sua bunda ficou vermelhinha. —ela então cravou as unhas nas minhas costas e eu soltei um leve gemido de dor, sentindo-a descer as mãos arranhando minhas costas de cima a baixo. —Mas você gosta de vermelho, não é?
—Não quando é na minha pele. –balbuciei.
Em seguida senti novamente uma chicotada atingir minha bunda, a dor irradiando pela região e me fazendo estremecer levemente.
—Eu não lembro de ter deixado você falar. —ouvi seus passos novamente. Ela se afastou e voltou a sentar na cama. – Vire-se.
Me virei ficando de frente para ela. Um arrepio percorreu meu corpo quando a vi parada na cama, sentada com as suas pernas abertas e o cabo do chicote tocando sua calcinha, bem no centro. Ela mordia os lábios e me encarava de forma sensual. Estava começando a enlouquecer de vontade de ir até ela e arrancar aquela lingerie.
—Uau, que delicia desse seu pau grosso e duro. —ela murmurou lambendo os lábios. — Apenas dessa vez te deixarei falar. Está gostando do que vê?
—Sim, muito. –respondi sem tirar os olhos dela. Engoli a seco, olhando-a naquela posição, consumido pelo tesão.
—Interessante. Mas não quero que olhe para mim, abaixe a cabeça, quero que olhe para o chão. Agora! —exclamou. Com um pouco de revolta o fiz, para não correr o risco de apanhar novamente. — Agora se masturbe. Sem olhar para mim.
Sem questionar atendi o seu pedido. Toquei meu pênis com a minha mão direita, segurando-o com firmeza e comecei a fazer movimentos de vai e vem de baixo para cima, de forma ritmada.
—Devagar. —ordenou. Diminuí o ritmo, deslizando minha mão pelo meu membro duro de forma lenta. —Toque a cabecinha com as pontas dos dedos. —fiz o que Crystal ordenou, tocando a glande com a ponta dos dedos e sentindo meus músculos contraírem de prazer, aquela região era muito sensível e um simples toque me levava à loucura. — Agora acaricie suas bolas, lentamente.
Desci as mãos até os testículos e comecei a tocá-los, aquilo era tão bom, estava mergulhado naquele prazer interminável, sentindo todo meu corpo responder ao toque, e imaginando Crystal ali, de joelhos me tocando.
—Agora agarre-o e volte a bater... —seguir as ordens da Crystal era um misto de revolta e prazer, contudo saber que ela estava ali, me vendo enquanto me masturbava era muito bom. Sempre fui um voyeur e além de gostar de ver as mulheres sentindo prazer, também me excitava sabendo que elas sentiam prazer ao me ver daquele jeito. — Aumente o ritmo!
A voz dela permanecia firme e eu sentia seus olhos me encarando, se deliciando com cada movimento. Aumentei o ritmo ficando cada vez mais extasiado. Meu corpo começou a estremecer, estava tão excitado que poderia gozar a qualquer momento. 
—Pare! —exclamou se levantando antes que eu pudesse gozar. —Não quero que goze agora. Fique de joelhos. —me ajoelhei enquanto ela se aproximava de mim com o chicote na mão. Crystal então chegou bem perto, deixando sua vagina na altura do meu rosto, podia sentir seu perfume doce e pude ver que a calcinha estava molhada. — Me chupe.
Até que enfim eu poderia tocá-la. Fiz o que ela me pediu e deslizei minhas mãos por suas coxas brancas, apertando e subindo até a calcinha, em seguida toquei o tecido e a puxei, retirando-a junto com a cinta liga e descendo-a até os tornozelos da garota da ficção, que levantou pé por pé para que eu a tirasse. Deixei a peça da lingerie sobre o chão e levantei meu rosto ficando de frente para a vagina da Crystal. Sua pele lisa e depilada, levemente rosada e molhada a minha frente. Ela nem precisava ter me mandado, nada me daria mais prazer que chupá-la com a mais intensa vontade. Aproximei mais segurando as coxas da Crystal que mantinha as pernas levemente afastadas. Toquei seu órgão com meus lábios, primeiro beijando devagar, aumentando o ritmo aos poucos. Dei leves mordidas fazendo Crystal suspirar, em seguida coloquei minhas mãos em sua bunda, segurando forte e começando a chupá-la.
—Isso. –gemeu passando as mãos no meu cabelo, sentia o toque do cabo do chicote que estava em uma de suas mãos. —Enfia sua língua dentro da minha boceta, vai.
Continuei chupando, tocando sua pele macia com meus lábios, ela ficava cada vez mais molhada e eu mais e mais excitado. Usando as pontas dos dedos de umas das mãos abri sua vagina levemente, penetrando o dedo indicador da outra mão e tocando seu clitólis extremamente inchado. Enfiei e retirei meu dedo várias vezes e depois voltei a tocá-la com meus lábios, agora penetrando minha língua dentro dela. Crystal gemeu alto, se contorcia de prazer e apertava forte a minha cabeça contra seu corpo. Minha barba roçando em sua pele macia, minha língua áspera e molhada indo fundo dentro dela. A sentia cada vez mais molhada e não demoraria muito para que ela gozasse naquele ritmo. Eu também estava enlouquecendo, seus gemidos, o toque de sua pele, aquele momento, tudo me deixava louco de prazer.
—Vai, não para! —gritou. Aumentei ainda mais o ritmo. Crystal com o chicote em riste o balançou e me atingiu novamente na bunda fazendo a dor intensa se espalhar pelo meu corpo, parei momentaneamente de chupá-la e fui açoitado novamente, mais duas vezes. A dor se espalhava e eu sentia minha pele queimar. —Não pare de me chupar, me faça gozar!
Mais duas chicotas. Tentei ignorar aquela dor, minha pele queimando e voltei a chupá-la. Crystal se contorcia e tive que segurar forte suas nádegas para me firmar e prosseguir com o sexo oral. Chupando cada vez mais rápido, minha língua dentro de seu corpo, tocando seu maior ponto de prazer. Crystal gemia sem parar e vez ou outra me batia com o chicote, além de segurar forte com a outra mão a minha cabeça. Subitamente ela gozou com um longo gemido e seu corpo estremeceu. Senti o prazer me consumir por completo enquanto seu gozo escorria pela minha boca. Estava tão excitado que não aguentei e também gozei, espalhando sêmen pelo chão e também me contorcendo. Senti então o chicote me atingir novamente.
—Chupe tudo, sugue até a última gota. —ordenou ofegante com suas pernas bambas enquanto eu lambia todo aquele liquido que escorria de dentro dela. Sentia seu gosto. Enquanto isso ejaculava também, imerso no prazer.
Depois de alguns segundos Crystal se desvencilhou de mim e caminhou para trás, ficando próxima da cama. Ela então parou e observou meu corpo ali, de joelhos no chão, com o piso a minha frente sujo de sêmen, assim como o meu pênis.
            —Vá até o banheiro e lave-se. —voltou a ordenar ofegante. —E quando vier pegue minha bolsa. Ela está lá no banheiro. Mas não mexa nela.
            Apenas consenti e me levantei. Segui até o banheiro sentindo minhas pernas levemente bambas. Minha bunda ardia devido às chicotadas. No banheiro parei frente ao grande espelho sobre a pia e virei meu corpo, olhando minha bunda que estava bastante vermelha e cheia de marcas, assim como minhas costas que tinha o sinal das dez unhas da garota da ficção. No chão estavam as suas roupas junto com a bolsa. Caminhei até o chuveiro e o liguei, deixando a água cair sobre meu corpo. Me lavei e enquanto deixava a água escorrer pelo meu corpo ouvi Crystal batendo a porta, em seguida ela mexeu na maçaneta e como não havia a trancado a porta se abriu.
            —Vejo que já se lavou. —ela comentou tirando o sutiã. —Resolvi me lavar também. Sai e me espere na cama.
            —Sim, senhora. —sorri maliciosamente vendo que ela não estava com o chicote em mãos. Passei por ela ainda com meu corpo molhado e segui até o quarto.
            Depois de alguns minutos ela voltou, seu corpo também molhado. Eu permanecia sentado à beirada da cama, agora com o seu chicote em mãos. Ela carregava uma algema adornada com fita azul em uma das mãos e uma camisinha na outra. Em seu pescoço havia um pequeno cordão com uma chave prateada na ponta.
            —Me entregue o chicote, criança. —mandou se aproximando.
            —E se eu não quiser? — sorri me levantando.
            —Aí eu terei de ir embora e te deixar aqui sem a melhor parte. —Ela então balançou as algemas e sorriu maliciosamente.
            Eu sorri de volta e estendi a minha mão a entregando o chicote. Era esse o momento que eu queria. No instante que Crystal o agarrou eu firmei o pulso e a puxei segurando seu corpo esguio com força e a jogando contra a cama. Ela caiu na cama e eu joguei o chicote para o lado, virando-a de bruços e puxando seus braços para trás.
            —Me solte, Daniel. —gritou se debatendo.
            —Sabe o que é complicado nos sádicos? —indaguei retirando as algemas e a camisinha de suas mãos. —- É que eles odeiam ser domados e nunca aceitariam se sujeitar ao mesmo. Porém, fiquei tentado em ver se você realmente é tão sádica quanto diz. Testando da melhor forma possível.
            Abri então as algemas e as prendi nos seus pulsos, que estavam para trás.
            —Vai me torturar agora, é? —sussurrou. — Quer se vingar?
            —Não sou muito chegado a esse lance de vingança. —murmurei me levantando e jogando o pacotinho da camisinha sobre a cama. —Mas estou tentado a usar esse chicote.
            Abaixei-me e apanhei o chicote. Me ergui olhando Crystal nua sobre a minha cama, seu corpo sexy sobre a colcha negra adornada com kanjis brancos que eu havia ganhado de Natal. Aquela visão era perfeita. Seus braços presos para trás, impossibilitada de se mexer normalmente ou de tentar fugir. Será que eu também estava ficando um pouco sádico? Meu pênis voltara a ficar ereto, latejando de vontade de penetrar naquele corpo sensual e delicioso a minha frente.
            —Quero que implore para que eu transe com você agora. —disse a encarando.
            —Eu não vou implorar, criança. —ela respondeu, firme.
‘           —Implore! —exclamei dando-lhe uma chicotada na bunda. Instantaneamente o local ficou vermelho e Crystal gemeu de dor.
            —Nunca! —retrucou.
            —Implore. —bati mais duas vezes, com força moderada. No fim tinha medo de machucá-la. Não fazia meu tipo bater em uma mulher. Ela gemeu alto e se contorceu.
            —Não, não vou implorar.
            —Peça para que eu te foda bem gostoso, vadia. —ordenei bancando o bad boy e a puxando pelo braço. Coloquei-a de pé e a empurrei contra a parede. Seu corpo esguio de costas para mim. Apertei sua bunda novamente, aquela pele macia agora extremamente vermelha. Afastei-me um pouco e lhe dei outra chicotada. — Implore!
            —Não! Não! —gritou entre um gemido de dor. Sua voz já saindo com dificuldade.
            Continuei batendo e a pressionando contra a parede, gritando para que ela implorasse e pedisse para que eu penetrasse. Era a primeira vez que agia daquela forma. Em minha mente eu suplicava que ela desistisse logo, pois não queria machucá-la mais. Por mais que fosse excitante, não fazia meu tipo ser sádico. Alguns tapas, palavrões, e sexo selvagem eram ótimos, mas agressão não fazia parte do leque de coisas que gostava de fazer entre quatro paredes. Porém, Crystal mexia comigo de tal forma que eu estava louco para domá-la, para ouvi-la suplicando. Já havia lhe batido mais de sete vezes quando ela suspirou alto, gemeu e se contorceu, olhei para suas pernas e vi que algo escorria por elas. A garota da ficção havia tido um orgasmo simplesmente por estar presa e acuada, sendo domada por mim, E aquela pose de garota sádica tinha sido desfeita, mostrando que ela não era aquilo que dizia ser.
            —Eu imploro, Daniel. —ela suspirou ofegante. —Me fode, me fode gostoso. Por favor.
            Ao ouvir aquelas palavras eu joguei o chicote no chão e a virei, beijando sua boca intensamente. Depois de termos feito tantas coisas naquela noite, eu nem ao menos tinha percebido que não tínhamos nos beijado. Sentir o toque de seus lábios sobre os meus, sua língua molhada tocando a minha, aquilo me fazia arrepiar, me deixava entre delírios. Nos beijamos por alguns minutos, imersos naquela mar de sensações novamente, totalmente descontrolados. Eu a pressionando contra a parede, minhas mãos percorrendo seu corpo, tocando seus seios num ritmo frenético.
            —Me solte, Dan. —sussurrou entre um dos beijos. — Me solte e me coma. Eu quero ser sua. Já não aguento mais esperar.
            —Não sei se você se lembra, mas não sou eu quem está com a chave. —sorri olhando em seus olhos. Beijei seu pescoço e tirei o cordão, pegando a chave e tirando as algemas. Crystal agarrou minha nuca e me beijou novamente com intensidade. A segurei pelas coxas e a levantei, carregando-a e jogando seu corpo sobre a cama. Ela sorriu e eu apanhei a camisinha, rasguei o pacote enquanto Crystal se sentava na cama a minha frente. Ela tomou a camisinha das minhas mãos e a colocou no meu pênis que pulsava de tesão. Voltamos a nos beijar e eu a puxei, virando seu corpo e a colocando de costas para mim, Subi na cama enquanto ela se ajoelhava, ficando então de quatro.
            —Mete, vai. —ela pediu. —Por favor, Dan.
            Ouvir aquilo só me deixava mais excitado. Segurei sua cintura e penetrei todo meu pênis de uma só vez, fazendo-a suspirar. Sua bunda estava muito vermelha e eu a acariciava de leve enquanto me movimentava, penetrando até o fundo de seu corpo. Uma, duas, três, quatro vezes. Recomeçando mais rápido.
            —Mais forte! –suplicava Crystal segurando a colcha sobre a cama com força.
            Eu agarrei seus cabelos, enrolando-os em minhas mãos e puxei, aumentando ainda mais o ritmo. Crystal gemeu alto, estávamos ofegantes, o calor se espalhava através de nossos corpos. A cama balançava por causa dos movimentos. Cada vez mais eu aumentava o ritmo. Aos poucos fomos entrando em frenesi.
            —Eu vou gozar! –gemeu Crystal se contorcendo. Eu já me segurava para não gozar, não consegui aguentar ao ouvi-la dizendo isso e cheguei ao orgasmo. Logo em seguida com um ultimo gemido ela também teve seu orgasmo.

            Estávamos suados, ofegantes e sem fala. Ambos caímos sobre a cama. Crystal rolou seu corpo se aproximando de mim, eu a tomei em meus braços e a apertei contra o meu corpo. Aquela noite havia sido perfeita. Eu me perguntava como ela conseguia me levar à loucura tão facilmente. Aquele tinha sido o momento mais fantástico da minha vida até então. Estava extasiado, totalmente sem fala, apenas sentindo o toque de seu corpo junto ao meu. 

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