Por Guilherme César
Quase meia hora depois, estávamos na
porta do meu apartamento, no sexto andar de um prédio simples, algumas quadras
da Universidade. Tivemos que voltar para nossas respectivas salas, para buscar
nossas coisas e aí sim nos encontrarmos para sair dali. Na rua, enquanto
caminhávamos tivemos que conter a vontade de parar e começar a nos beijar,
estava uma noite fria e tudo que eu mais queria era sentir novamente o toque
quente do corpo de Crystal junto ao meu.
—Já aviso que é um apartamento simples
de um cara que vive sozinho. —comentei meio encabulado, ao abrir a porta.
Acendi as luzes e Crystal entrou.
—Estava esperando você dizer “não
repare na bagunça”, mas você é super organizado. —sorriu olhando para os lados.
Meu pequeno apartamento tinha cinco
cômodos, logo ao entrar via-se a sala, logo a direita estava a cozinha que era
dividida da sala apenas por uma meia parede que servia como bancada, ao lado da
cozinha um corredor se estendia e levava ao meu quarto, ao fundo e uma porta a
esquerda se encontrava o banheiro. Na cozinha havia uma porta de vidro que dava
acesso ao último cômodo, uma pequena área reservada como lavanderia.
A sala era composta por dois sofás
vermelhos já um pouco gastos, - um de dois lugares e outro de três- colocados
em forma de L, de modo que as pessoas que ali sentavam ficavam de costas para a
cozinha, também havia ali uma pequena mesa de centro, feita de vidro onde
repousava alguns livros. De frente para os sofás minha velha televisão de 21
polegadas se encontrava em um móvel de madeira que havia ganhado dos meus pais.
A esquerda da sala, logo ao lado da parede onde estava a TV, ficava a grande
janela de onde era possível ver a rua. Naquele momento a cortina de tom vinho
estava fechada, bloqueando a visão do exterior.
Crystal caminhou até a mesa de centro
onde colocou seus cadernos e sua bolsa. Eu caminhei até a bancada, que possuía
uma pedra de ardósia fixa por cima e ali coloquei meus cadernos, junto do meu
celular e carteira.
—Quer uma água, suco ou café? —sorri
cordialmente.
—Não tem nada com álcool não? –indagou
Crystal se sentando no sofá de três lugares e ficando de costas para mim.
--Além de uma garrafa de vinho que
ganhei faz meses, não tenho nada do tipo aqui. —respondi. Tinha ganhado aquela
garrafa no Natal, presente de Isis, que quis me provocar, sabendo que eu não
bebia nada que possuísse álcool, mas era louco para experimentar um bom vinho.
—Eu não bebo, mas se quiser posso abri-la para você.
—Que garoto certinho. —comentou com sarcasmo.
— Eu passo, então. Não pretendo beber sozinha.
—A escolha é sua. —sorri, peguei meu
celular e coloquei no tocador MP3, selecionei a ordem aleatória e coloquei para
tocar, deixando-o sobre a bancada. Caminhei então e me sentei ao lado de
cristal no sofá.
—Nossa! Como sabia que eu amo essa
música? —Crystal comentou espantada quando “Do I wanna know?” da banda Arctic
Monkeys começou a tocar no meu celular.
—Digamos que essa música é a sua cara.
—disse com um sorriso malicioso me aproximando e a beijando.
Deslizei meus dedos pelo seu rosto,
chegando até os cabelos e depois agarrando sua nuca. Beijei-a ainda mais
intensamente, nossas línguas se tocando, imersos novamente naquele mar de
sensações. Crystal colocou suas mãos na minha barriga e se moveu, se sentando
em meu colo. Continuamos a nos beijar, nossos corpos novamente juntos, minhas
mãos passando delicadamente em suas costas enquanto ela colocava as suas sobre
o meu peito. A cada beijo, a cada toque, arrepios percorriam meu corpo, meu
coração batia mais e mais acelerado.
Desci minhas mãos até o inicio das
costas de Crystal e adentrei por baixo de sua blusa, tocando sua pele e
segurando a blusa de tom lilás, puxando-a e começando a tirá-la. A garota da
ficção apenas sorriu maliciosamente e deixou que eu tirasse por completo sua
blusa, jogando-a de lado e deixando exposta a sua pele branca e tentadora. Observei
seus seios ainda com o sutiã, seus cabelos lisos caindo sobre seu corpo e
chegando até o seus seios. Fui em direção ao seu pescoço e comecei a beijá-la
ali, descendo aos poucos enquanto ela segurava minha cabeça com suas mãos finas
e delicadas, bagunçando meu cabelo. Desci mais, beijando agora seu busto e
dando leve mordidas enquanto Crystal suspirava e segurava minha nuca, numa
tentativa de me impedir de parar. Subi minhas mãos tocando suas costas e fui
até o feixe de seu sutiã. Dedilhei e retirei o feixe, deixando com que o sutiã
se soltasse e caísse. Olhei aqueles belos seios –sempre fui apaixonado por
seios, tão atrativos, tão tentadores – e dirigi minhas mãos até eles. Toquei-os
com ambas as mãos, não eram fartos, mas cabiam perfeitamente em minhas mãos.
Eram macios, tão macios. Apertei e massageei por alguns segundos enquanto
Crystal soltava leves gemidos. Estimulei seus mamilos duros de excitação com as
pontas dos meus dedos e então dirigi minha boca até um deles. Toquei a pele
tenra com meus lábios, sentia Crystal estremecer enquanto eu beijava ao redor
dos mamilos, bem devagar. Então, depois de muito beijá-la, usei minha língua
para acariciar de leve seu mamilo, lambendo de forma lenta e depois o
abocanhando. Comecei a chupá-la e Crystal voltou a estremecer, soltando um
gemido alto e agarrando novamente meus cabelos, agora com mais força. Enquanto
chupava seu peito, estimulava o outro com uma das mãos, apertando, massageando,
num ritmo continuo.
A misteriosa garota da ficção
estremecia em meus braços enquanto eu continuava a chupá-la. Se contorcendo de
prazer e suspirando ofegante. Crystal então começou a movimentar sua bunda,
pressionando meu falo completamente rígido. Parei momentaneamente de chupar seu
seio, sentindo o seu corpo esquio pressionando o meu. Ela então puxou minha
cabeça para trás enquanto se movimentava mais rápido.
—Estou sentindo algo duro aqui
embaixo. —sussurrou olhando nos meus olhos. —Acho que vou ver o que é.
Sorriu de forma maliciosa novamente e
soltou meus cabelos, descendo pelo meu corpo e se ajoelhando no chão a minha
frente. Fiquei apenas a encarando enquanto levantava um pouco minha camisa e
beijava minha barriga.
—Vamos... —balbuciou enquanto beijava
a minha barriga. —Tire essa camisa.
Apenas consenti sorrindo e puxei minha
camisa branca, retirando-a e revelando meu tronco. Crystal acariciou meu corpo
e começou a beijar meu umbigo, passando sua língua delicadamente sobre ele. Sua
língua áspera e molhada me provocava arrepios. Ela então sorriu e começou a
descer, suas mãos já sobre o zíper da minha calça. De forma hábil ela abriu o
zíper e começou a puxar a calça jeans, revelando minha cueca azul escuro.
—Hmmm. —murmurou olhando o volume. —Eu
adoro azul. Mas vamos ter que tirar isso.
Ela então puxou minha calça jeans até
o fim e a retirou, depois agarrou minha cueca e também a retirou, deixando a
vista meu pênis ereto. Ela o encarou e depois olhou para mim com um sorriso
safado. Com uma das mãos o tocou e eu senti meu corpo arrepiar novamente. Seus
dedos finos deslizando do topo até o fim, devagar, depois subindo rapidamente e
voltando a descer. Delirava a cada movimento, até que ela o agarrou com mais
força, me contorci de prazer e Crystal delicadamente se abaixou mais, com os
olhos fixos em mim. Um olhar sedento.
Me fazendo enlouquecer, Crystal tocou
de leve a ponta do meu pênis com sua língua, lambeando devagar. Sua mão desceu
e começou a estimular meus testículos. Meu corpo estremeceu e ela sorriu. Sorriu
com satisfação e beijou meu pênis, depois começando a colocá-lo em sua boca,
chupando devagar. Estava indo a loucura e ela deliciava cada segundo, subindo e
descendo devagar. Seus lábios macios, sua boca quente me tocando, aquilo era
incrível. Seus dedos tocando os testículos enquanto sua boca continuava os
movimentos lentamente, alternando o ritmo em alguns momentos e chupando com
mais força. Suspirei de prazer e agarrei sua nuca.
—Assim você vai acabar me fazendo
gozar logo no inicio. —comentei enquanto ela parava de me chupar e se
levantava, preparando para se sentar novamente em meu colo.
A segurei pela a cintura e a joguei
contra o sofá. Crystal soltou um gemido e eu me deitei sobre ela, beijando sua
boca intensamente até perdermos o fôlego. O calor aumentava cada vez mais.
Continuamos nos beijando enquanto minhas mãos iam até sua calça jeans. Abri seu
zíper e comecei a puxar a calça. Sorrindo ela parou de me beijar e me ajudou a
retirar a calça. Seu corpo sendo revelado aos poucos e meu desejo apenas
aumentando. Minha pele queimava de tanta excitação.
Coloquei uma das mãos dentro de sua
calcinha branca que estava bastante molhada. Comecei então a tocar sua vagina
com a ponta dos meus dedos, acariciando de leve, fazendo movimentos circulares
enquanto Crystal gemia mais e mais. Aos poucos fui aumentando a intensidade dos
movimentos fazendo-a se contorcer de prazer. Penetrei então um dos dedos
tocando seu clitóris que estava inchado por causa da excitação. Dessa vez
Crystal gemeu ainda mais alto e agarrou minhas costas, cravando suas unhas
sobre elas. Penetrei mais um dedo e comecei a movimentá-los dentro de seu
órgão, apertado e quente, cada vez mais molhado. Aumentei a intensidade dos
movimentos fazendo Crystal gemer mais alto e se contorcer delirando. Parei de
súbito e agarrei sua calcinha, retirando-a de uma vez.
—Vai, mete. —sussurrou Crystal
ofegante.
Me levantei rapidamente e fui até o
quarto, voltando instantes depois com uma camisinha. Crystal estava sentada, me
esperando. Algumas gotas de suor escorrendo pelo seu corpo. Ela me ajudou a colocar
a camisinha e eu me sentei, com ela se sentando sobre mim. A garota da ficção
então colocou uma das mãos em meu pênis e o segurou forte, penetrando dentro de
si e se sentando sobre ele. Soltei um gemido de prazer e ela começou a se
movimentar, colocando as mãos sobre meus ombros. Agarrei sua nuca e a puxei
para perto, beijando novamente sua boca enquanto ela se movimentava, rebolando
enquanto eu a penetrava. Crystal se contraia apertando meu pênis e me fazendo
perder o fôlego. Comecei a beijar seu pescoço e continuamos com os movimentos
lentos e ritmados. Seus seios tocando meu corpo, sua pele macia e quente sobre
a minha. Desci minhas mãos até sua bunda e a agarrei com força enquanto Crystal
rebolava. Comecei a ajuda-la a se movimentar, agora mais rápido e forte. Os
movimentos cada vez mais rápidos, intensos. Aquele calor passando de um corpo
para o outro. O suor escorrendo pela nossa pele.
Com suas mãos segurando minha cabeça,
enquanto rebolava Crystal foi até minha orelha e começou a mordê-la, depois
usando sua língua molhada e áspera ela começou a lamber minha orelha. Comecei a
suspirar mais rapidamente, estava sendo tomado pelo prazer. Apertei ainda mais
forte sua bunda e ela gemeu descendo sua mão e cravando as unhas com força em
meu braço, pouco abaixo do ombro. À medida que os movimentos se intensificavam
ela cravava mais suas unhas. Um misto de dor e prazer que se irradiava pelo meu
corpo.
Com um último gemido alto Crystal
chegou ao orgasmo cravando ainda mais suas unhas e arranhando meu braço
profundamente enquanto eu também chegava ao meu ápice, gozando e gemendo.
—Viu, não sou inocente. —sorri
ofegante enquanto ela se debruçava sobre mim.
—É, talvez você não seja. —sorriu
deitando sua cabeça sobre o meu ombro, ainda sentada sobre mim.
...

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