domingo, 18 de maio de 2014

[POEMA] O conto do poeta que escrevia ilusões


Existia em uma terra distante
De emoções, amores e histórias fascinantes
Um jovem poeta que não sabia sorrir
Com medo da dor que estaria por vir
Ferido pelo o amor de muitas caminhadas
O jovem poeta acabou por iniciar uma nova jornada

Próximo dali uma bela princesa estava
Presa na torre mais fortemente guardada
Cercada da beleza e da paixão
A jovem princesa aguardava a salvação
Esperava o momento para amar sem temer
E de longe observava um jovem sentado a escrever

De longe ela gritou: “Ei rapaz, escreves por quem já amou?”
O jovem poeta sem sorrir concordou
E calmamente até a torre seguiu
Surpreendendo-se com a beleza que viu
Da jovem princesa que brevemente lhe sorriu
“Sim criança, escrevo sobre amores que se foram!”, o poeta assentiu.

“Criança? Como pode ter tanta audácia assim?”, a princesa gritou.
O belo sorriso em seu rosto desapareceu, e a raiva seu rosto dominou.
“Criança, por que não? Como poderia dizer que és adulta, se esta torre é sua prisão?”
E a jovem princesa assustada ficou, pois infelizmente o poeta tinha razão.
Contudo não podia concordar com aquela ofensa
E tomada pela a raiva a jovem proferiu a sentença

“Venha até mim, criança. E prove que sou tão inocente assim.”
O poeta alto gargalhou, “Desafias um guerreiro experiente com tiros de festim?”
E envoltos pelas provocações os dois seguiram
E focados um no outro eles não viram
Que os olhos de um refletiam nos do outro
E o coração de ambos disparava como um louco

Com provocações e desafios
Os dois jovens ficaram ali dias a fio
E quando menos esperavam algo aconteceu
Numa bela tarde o poeta entendeu
Que pela princesa um sorriso surgia
E seu peito ardia com tamanha euforia

“Só pode ser uma armadilha dos Deuses”, o jovem repetia
“É amor o que eu sinto por esta guria?”
“Fui enfeitiçado sem nem mesmo ter notado”
“E por que por ela eu quero tanto ser amado? “
E naquele momento uma luz se ascendeu
E sabendo do amor que sentia o jovem entendeu

Nunca mais vira da mesma forma a princesa
E em seu peito voltou a crescer a tristeza
Pois para ela o jovem queria se abrir
E contar que ela era a sua razão de sorrir
Foi então que num belo dia o jovem gritou
“Juro que se disser que me amas, te salvar eu vou!”

A jovem princesa de inicio se assustou
Mas instantes depois o sorriso a seu rosto voltou
Há tempos ela já sabia
Que pelo jovem poeta amor ela nutria
“Salve-me então, doce criança!”
“Devolva-me um pouco da minha antiga esperança”

Tomado então pela vontade de tocá-la
A torre magicamente guardada ele escalou para salvá-la
O peso do mundo nas costas ele sentiu
Mas nem pensou em desistir, ainda escalando ele sorriu.
E um milagre ocorreu...
Mesmo com o feitiço maligno da torre, o jovem não morreu.

Para os braços da amada ele correu
E com ela lindos momentos viveu
Mas na noite do terceiro dia a jovem lhe confessou
“Existe algo que você não notou”
O poeta de olhos arregalados ficou intrigado
“Um destino triste é o que estamos fadados?”

A princesa apenas consentiu
E contou-lhe algo triste, seu sorriso sumiu.
A outro estava prometida
E só com aquele homem sairia da torre perdida
E não importava o poder do amor que sentia
O feitiço a sua felicidade restringia.

A dor o coração do poeta tomou
Puxando o braço da princesa ele gritou:
“Vamos fugir daqui, criança! Eu disse que salvá-la eu iria”
A princesa então explicou que se dali saísse sem seu prometido, a vida o feitiço lhe tiraria
De joelhos o poeta caiu
E com o peso do triste destino seu coração se partiu

A princesa com ele chorou
Dizendo que o poeta ela sempre amou
E que no fim daquela noite o tempo deles acabava
Seu prometido até ela viajava
E desta vez não havia escapatória
O bruxo que lançará o feitiço conseguira a sua vitória

Havia feito a forte princesa sofrer
E a impedido de com seu grande amor viver
Assim que o sol surgisse o poeta deveria partir
E só as doces lembranças iriam existir
O poeta dizendo mais chorou:
“Ó criança, o meu coração a ti amou”

E foi assim que a noite terminou.
E com o nascer do sol o fim chegou
O poeta sofrendo teve de se despedir
E dizendo que o amava a princesa o viu partir
E uma promessa os dois fizeram
Seriam felizes novamente, nos dias que mais tarde vieram.

O poeta ao longe se sentou
E papel e pena novamente apanhou
Precisava escrever sobre aquele amor
Que pelo destino rápido virou dor
E que ainda assim com boas lembranças lhe presentou
E em sua mente, o belo sorriso da princesa ficou.

E o sonho uma ilusão virou
Mas do amor a esperança brotou
Pois o poeta sabia que aquele amor viveria
Eterno nas linhas que ele escrevia
Enquanto uma lágrima de seus olhos caia
A luz do sol iluminava um novo dia.


Por Guilherme César




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