Existia em uma terra distante
De emoções, amores e histórias
fascinantes
Um jovem poeta que não sabia sorrir
Com medo da dor que estaria por vir
Ferido pelo o amor de muitas
caminhadas
Próximo dali uma bela princesa
estava
Presa na torre mais fortemente
guardada
Cercada da beleza e da paixão
A jovem princesa aguardava a
salvação
Esperava o momento para amar sem
temer
E de longe observava um jovem
sentado a escrever
De longe ela gritou: “Ei rapaz,
escreves por quem já amou?”
O jovem poeta sem sorrir concordou
E calmamente até a torre seguiu
Surpreendendo-se com a beleza que
viu
Da jovem princesa que brevemente lhe
sorriu
“Sim criança, escrevo sobre amores
que se foram!”, o poeta assentiu.
“Criança? Como pode ter tanta
audácia assim?”, a princesa gritou.
O belo sorriso em seu rosto
desapareceu, e a raiva seu rosto dominou.
“Criança, por que não? Como poderia
dizer que és adulta, se esta torre é sua prisão?”
E a jovem princesa assustada ficou,
pois infelizmente o poeta tinha razão.
Contudo não podia concordar com
aquela ofensa
E tomada pela a raiva a jovem
proferiu a sentença
“Venha até mim, criança. E prove
que sou tão inocente assim.”
O poeta alto gargalhou, “Desafias
um guerreiro experiente com tiros de festim?”
E envoltos pelas provocações os
dois seguiram
E focados um no outro eles não
viram
Que os olhos de um refletiam nos do
outro
E o coração de ambos disparava como
um louco
Com provocações e desafios
Os dois jovens ficaram ali dias a
fio
E quando menos esperavam algo
aconteceu
Numa bela tarde o poeta entendeu
Que pela princesa um sorriso surgia
E seu peito ardia com tamanha
euforia
“Só pode ser uma armadilha dos Deuses”,
o jovem repetia
“É amor o que eu sinto por esta
guria?”
“Fui enfeitiçado sem nem mesmo ter
notado”
“E por que por ela eu quero tanto
ser amado? “
E naquele momento uma luz se
ascendeu
E sabendo do amor que sentia o
jovem entendeu
Nunca mais vira da mesma forma a
princesa
E em seu peito voltou a crescer a
tristeza
Pois para ela o jovem queria se
abrir
E contar que ela era a sua razão de
sorrir
Foi então que num belo dia o jovem
gritou
“Juro que se disser que me amas, te
salvar eu vou!”
A jovem princesa de inicio se
assustou
Mas instantes depois o sorriso a
seu rosto voltou
Há tempos ela já sabia
Que pelo jovem poeta amor ela
nutria
“Salve-me então, doce criança!”
“Devolva-me um pouco da minha
antiga esperança”
Tomado então pela vontade de
tocá-la
A torre magicamente guardada ele
escalou para salvá-la
O peso do mundo nas costas ele
sentiu
Mas nem pensou em desistir, ainda
escalando ele sorriu.
E um milagre ocorreu...
Mesmo com o feitiço maligno da
torre, o jovem não morreu.
Para os braços da amada ele correu
E com ela lindos momentos viveu
Mas na noite do terceiro dia a
jovem lhe confessou
“Existe algo que você não notou”
O poeta de olhos arregalados ficou
intrigado
“Um destino triste é o que estamos
fadados?”
A princesa apenas consentiu
E contou-lhe algo triste, seu
sorriso sumiu.
A outro estava prometida
E só com aquele homem sairia da
torre perdida
E não importava o poder do amor que
sentia
O feitiço a sua felicidade
restringia.
A dor o coração do poeta tomou
Puxando o braço da princesa ele
gritou:
“Vamos fugir daqui, criança! Eu
disse que salvá-la eu iria”
A princesa então explicou que se
dali saísse sem seu prometido, a vida o feitiço lhe tiraria
De joelhos o poeta caiu
E com o peso do triste destino seu
coração se partiu
A princesa com ele chorou
Dizendo que o poeta ela sempre amou
E que no fim daquela noite o tempo
deles acabava
Seu prometido até ela viajava
E desta vez não havia escapatória
O bruxo que lançará o feitiço
conseguira a sua vitória
Havia feito a forte princesa sofrer
E a impedido de com seu grande amor
viver
Assim que o sol surgisse o poeta
deveria partir
E só as doces lembranças iriam
existir
O poeta dizendo mais chorou:
“Ó criança, o meu coração a ti
amou”
E foi assim que a noite terminou.
E com o nascer do sol o fim chegou
O poeta sofrendo teve de se
despedir
E dizendo que o amava a princesa o
viu partir
E uma promessa os dois fizeram
Seriam felizes novamente, nos dias
que mais tarde vieram.
O poeta ao longe se sentou
E papel e pena novamente apanhou
Precisava escrever sobre aquele
amor
Que pelo destino rápido virou dor
E que ainda assim com boas
lembranças lhe presentou
E em sua mente, o belo sorriso da
princesa ficou.
E o sonho uma ilusão virou
Mas do amor a esperança brotou
Pois o poeta sabia que aquele amor
viveria
Eterno nas linhas que ele escrevia
Enquanto uma lágrima de seus olhos
caia
A luz do sol iluminava um novo dia.
Por Guilherme César
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