Acredite
se quiser, tenho estado cansado de me levantar.
Cansado
de nunca desistir
De
insistir em lutar
Cansado
de me reerguer, sempre que o mundo parece desabar.
Irônico,
não? Não querer mais lutar?
É
triste pensar, que um poeta está desistindo de amar.
Mas
como não sei como continuar
E
nem ao menos se vale a pena levantar
Me
julgo, me analiso, me encaro frente ao espelho
Olhos
vazios que refletem minha alma cansada.
Meu
coração quebrado, meu corpo desgastado.
De
tantas lutas, de tantas derrotas.
Sempre
me chamei de fraco, fraco por ser jogado ao chão.
Sempre
me senti um lixo, por parecer viver em vão.
Sempre
me culpei pelos erros de outrora
E
só o que me resta são fragmentos de um agora
Sinto
como se o mundo me repelisse
Como
se não pertencesse a este lugar
A
solidão que insiste,
Querer
me subjugar
E
eu? Estou cansado, cansado de lutar.
Estou
exausto de sempre me levantar
Ferido,
sangrando, tentando ainda lutar
Para
depois do nada, ao chão voltar.
Quando
estou bem, em paz, livre.
Sou
alvejado por tiros de rifle
Vejo
pessoas que amei me atacando sem perceber
Vejo
em seus olhos o amor morrer
E
então meu mundo desaba
Em
um lamento conhecido,
Tudo
se acaba.
E
orgulhoso, não me deixo ser vencido.
Me
levanto outra vez
Pra
amar o desconhecido
Pra
me jogar de novo
Em
busca de algo novo
E
acabo sofrendo, por nunca desistir.
Acabo
em prantos, por não ter ninguém aqui.
Acabo
sozinho, sem ninguém para ouvir.
Escrevendo
linhas tortas, sem conseguir sorrir.
Por
Guilherme César
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