E novamente tudo se escurece.
Apenas as sombras restaram.
Não consigo nem por um segundo me entender, não
consigo entender mais nada.
Por que continuo correndo desesperado procurando por
alguma luz nessa escuridão?
Por que ainda insisto nisso tudo?
Por que eu ainda tento lutar?
Vejo um vulto e corro até ele.
Vejo pessoas sorrindo, sendo felizes.
Vejo pessoas chorando, se decepcionando.
Vejo tudo e não vejo nada.
São só vultos.
Eu continuo sozinho porque a chama que queima dentro
de mim só me consome e nada mais.
Gotas caem no chão, o som delas ecoa por esse vale
sem fim.
Seriam gotas de chuva?
Acho que não, acho que são lágrimas.
Eu então procuro pela origem do som. Não consigo
encontrar.
Quem estaria chorando? Será que eu poderia ajudar?
Esqueço brevemente meus pesadelos e procuro pelas
lágrimas.
Contudo, era somente mais um vulto. Outro alguém que
não quer se mostrar.
Paro e sento-me ao chão.
Sozinho sem poder ajudar ninguém.
Minhas roupas em farrapos, minha alma despedaçada.
Olho um relógio que já não funciona mais.
Lembro-me de quando quis que ele parasse, lembro-me
de quando quis que ele se adiantasse.
O tempo sempre pareceu ser meu maior inimigo,
pareceu sempre tentar me privar dos sorrisos que tanto busquei.
No fim, meu maior inimigo estava dentro de mim.
Um grande vazio que agora desintegra meu coração.
Estou perdido.
Estou sozinho.
E não existe nenhum brilho que possa me guiar.
by: Guilherme César
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