domingo, 28 de outubro de 2012

[Poema] Janela da alma.


Sentado eu observo a luz do sol desaparecer entre as nuvens.
A chuva começa a cair. Apenas a luz dos relâmpagos ilumina minha face.
Sozinho eu observo as gotas atingirem minha janela.
Sozinho, novamente.
Flashes rondam minha mente, lembranças me levam para longe daqui.
Eu fecho meus olhos e me afogo nesse mar de memórias.
De novo e de novo.
Sinto seu cheiro, sinto o calor de seu a

braço. Vejo o brilho de seu sorriso.
Seu belo sorriso.
Algo que me ilumina até em minhas noites mais escuras.
Algo que me liberta de minhas maiores ilusões.
Todas essas recordações me fazem questionar a existência de um destino.
De algo pré-determinado.
Abro meus olhos novamente, na esperança de você estar ali, ao meu lado.
Daí percebo que tudo continua escuro.
Você continua distante.
Laços nos separam, correntes te impedem de se aproximar.
O vento balança os galhos do lado de fora da janela.
Sua imagem volta a minha mente.
Minha alma vazia se enche de esperança.
Meus olhos insistem em querer se fechar.
Sua presença pode ser sentida.
Mas você não está aqui.
Estou sozinho.
E sozinho eu observo.
Observo a tempestade que segue.
Observo esse mundo em preto e branco.
Esperando que algum dia o seu sorriso possa colori-lo.
Esperando que algum dia, eu seja o motivo de seus sorrisos.

By: Guilherme César

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