terça-feira, 4 de agosto de 2015

[Crônica] Saudade durante a tarde


Por Guilherme César


Existem momentos que, como agora, só consigo sentir essa angustia e saudade que em meu peito aflora. Sou tomado pela vontade de adiantar o tempo para poder te ver e ter o alento, do seu carinho e do seu afago. Me engasgo com minhas juras de amor, entre lágrimas e pavor. Pois sei que tão longe está, distante de mim e isso ainda não posso mudar.

Permaneço aqui, onde me permito doces devaneios, imagens de um futuro que materializo além dos sonhos. O filho do Universo que a realidade cria através do tempo. Obrigado a viver pacientemente aguardando aquilo que ainda está por vir. Pintando um futuro onde estas aqui, me fazendo sorrir.

Rezo em silêncio para que esse tormento passe, para que o Universo nos ampare e traga você para mim. Sonho de olhos abertos, em te ter por perto, para findar essa tal saudade. Ela me ataca tal como uma enfermidade, roubando minha cor, livrando-me do calor. Devolvendo meu corpo ao frio da solidão que me faz sentir pavor.

Admito que a frente vejo a adversidade, tal como uma calamidade, que insiste em nos perseguir. Toda a dor que tenta nos atingir, é apenas uma mera consequência do amor que continua a persistir. A distância e a descrença do mundo são apenas obstáculos oriundos de uma provação que terá fim. Não existe tempestade infinita que faça um grande amor ruir.


Sozinho eu reclamo aos céus o que mais quero possuir, você ao meu lado para meu mundo colorir. Para me levar a paz que anseio conseguir. Para te amar imensamente, te fazendo sorrir. Quero apenas a alegria que merecemos sentir. Quero apenas o meu amor ao meu lado, sei que isso, ao Universo, eu posso pedir. 


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