Fênix,
a ave mística ancestral, cujas lendas contam sobre sua capacidade única de
renascer das cinzas mais bela e forte a cada vez que sua vida chegava ao fim.
Um poderoso símbolo que muitos carregam para si, que muitos idolatram. O símbolo
da mais pura ressurreição, da capacidade de voltar a vida, de voltar depois de
ser consumida pelas chamas. O misticismo da Fênix encanta e faz muitos quererem
ser como ela. Assim como eu.
Anos
atrás eu escolhi a Fênix como meu patrono, uma fonte de inspiração e de poder.
Um ser que possui a capacidade tão sonhada por todos: a eternidade. Mas não foi
isso que me fez ficar atraído por ela, não é isso que me inspira. A morte é o
maior de todos os obstáculos, mas é ainda assim, um obstáculo. Um obstáculo
como muitos outros, que a vida nos presenteia, que somos impostos. A Fênix é a
prova de que, quando algo nos destrói, quando algo nos “mata” metaforicamente,
ainda assim podemos ressurgir das cinzas, mais fortes, mais determinados.
Afinal, não há obstáculos que não possam ser vencidos por esta ave, nem mesmo a
morte. Nossas derrotas nos mostram nossas falhas, nos mostram a dor que podemos
suportar e nos mostram que a felicidade é um prêmio árduo de se conseguir.
Entretanto, acima de tudo, as derrotas nos mostram que perder faz parte e que
com elas devemos aprender o caminho da vitória. A derrota nos purifica da arrogância,
do egocentrismo, nos levando a enxergar tudo com mais clareza. E é tudo isso
que me faz querer a Fênix como patrono. Escolhi essa ave mística por ela me
lembrar sempre que a dor é passageira, que nós determinamos o fim, que tudo que
nos abala faz parte do que precisamos para crescer. Aprendi que se o que não
nos mata, nos fortalece, aquilo que nos destrói pode nos tornar invencíveis. Basta
querer renascer.
A
derrota pode nos levar tudo, nos levar as cinzas, mas isso nos faz ressurgir
puros, livres de qualquer peso. Prontos para um novo caminho, para um novo voo.
Escolhi
a Fênix, pois como ela sempre irei renascer, até que não seja mais necessário.
Escolhi ela, pois quero voar e irei. Voarei mesmo depois da derrota, voarei até
um lugar onde ninguém jamais me alcançará. Voarei acima de toda a dor e levarei
comigo aqueles que amo. Pois, o que muitos não sabem é que, o poder da Fênix não
vem de seu misticismo, e sim da força de seus sentimentos. É o que a prende ao
mundo, o que serve de ancora e a faz retornar. E a minha ancora são aqueles que
amo, aqueles que lutam por mim.
Um
dia, inocente, eu acreditei que deveríamos morrer por aqueles que amamos,
afinal se sacrificar por quem se ama é o maior ato de amor. Ledo engano, viver
por aqueles que amamos, esse sim é o maior ato de amor. Pois a vida é cruel e injusta
e encarar isso por quem se ama, isso sim é belo.
Então
faço da Fênix meu símbolo, que em guiará nas derrotas e nas vitorias. E como
ela, eu sempre renascerei. Irei voar, alto e provar a quem quiser ver, que não
se deve atacar aquilo que não se pode vencer, que não se pode matar.
E
mais uma vez, Renasça das Cinzas, Fênix!
Por
Guilherme César

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