quinta-feira, 25 de junho de 2015

[Crítica – Cinema] Crítica: Jurassic World

Por Guilherme César
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CUIDADO, SPOILERS ABAIXO!
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                Vinte anos atrás chegava aos cinemas um filme que marcou uma geração, Jurassic Park continha em seu enredo comédia, aventura, ação e muitas cenas de suspense. Momentos de tensão únicos que prendiam a atenção de todos que assistiam, principalmente as crianças. Um mundo encantador que até hoje fascina várias crianças as quais são lhe apresentadas. Eu, anos atrás, tive o prazer de ver o filme pela primeira vez quando fui até a locadora com a minha mãe e ela alugou a fita –sim saudosos VHS- e eu pude ver e rever.
Logo depois lembro do filme ter chegado a TV Aberta e minha mãe o gravou para mim –pirateando? Não, nessa época isso nem era um crime.
                Sempre fui fã de dinossauros, principalmente na infância, mas afinal, qual criança não foi? Se você não gostava dos gigantes já extintos então retire-se e vá ler outro texto, seu bastardo (kkkkk). Brincadeiras a parte, não é sobre a paixão por dinossauros que vou falar hoje e sim, sobre o novo filme que pretende revitalizar a franquia inspirada nos livros de Michael Crichton.
                Ontem cheguei ao cinema com a minha irmã para fazer uma sessão dupla de filmes, o primeiro deles –que assisti com a pequena- deixarei para falar no próximo texto, estava ansioso para voltar ao parque onde me deparei com o temido T-Rex, mais de uma década atrás. A ansiedade tinha começado logo quando, meses atrás, assisti o primeiro trailer do filme. As cenas mostradas, alguns easters eggs e claro, a trilha sonora, com a antiga música tema tocada com um tom de terror que me fez ficar arrepiado acionou o botão dentro da minha mente com os dizeres “PRECISO VER ESSE FILME”.


                Não faz o meu estilo julgar fotografia, direção e muito menos os atores, ainda estou aprendendo a criticar esses pontos, então não espere muito de mim nesse quesito. Sou do tipo que foca na história, que gosta de se empolgar com um filme, seu enredo, suas cenas. A direção e fotografia, assim como a atuação contam muito, mas acho que a boa combinação entre uma trilha e um bom roteiro pode fazer o filme ficar ainda mais memorável. Nesse sentido, posso dizer que achei a fotografia do filme muito boa, mesmo não sendo um especialista, os cenários unidos ao CGI ficaram incríveis. O Novo Parque sem dúvidas é de tirar o fôlego e as tomadas áreas, mostrando cada parte do lugar são incríveis. Entrando em terreno inimigo, não tenho nada a reclamar da direção, achei o filmes simples e bem dirigido, tirando apenas uma cena –no primeiro diálogo entre Chris Pratt e Bryce Dallas Howard- onde o rosto de Claire é cortado, enquanto ela fala, achei um pouco tenso isso. No que se refere ao roteiro, não tenho com o que reclamar. Um roteiro bem construído e fechado, não deixando pontas soltas, além de, claro, um ganho para o filme seguinte da franquia.
                O filme é um daqueles filmes para se assistir com a família e os amigos, rir e perder o ar com as cenas tensas de ação. Repleto de easters eggs, como no óculos ou no cenário destruído do primeiro filme, sem falar nas várias frases que fazem referência ao primeiro parque.


                Os personagens são um tanto quando carismáticos e fazem bem seu papel na trama. Os irmãos, com sua relação sendo construída aos poucos, conseguem não ser chatos e formam uma boa dupla, auxiliando bem no ritmo da história. Owen e Claire também são uma ótima dupla, com Chris Pratt sem incrivelmente foda no papel –não esquecendo de suas piadas hilárias. Bryce por sua vez me deixou hipnotizado, não por sua atuação, mas por sua beleza. Linda, no inicio como a mulher fria e no fim como a determinada tia tentando proteger os sobrinhos. Já o grande vilão, Indominus Rex, conseguiu me fazer realmente surpreso com sua inteligência. O monstro é fodão e em certos momentos me fez pensar se ele realmente poderia ser vencido. A justifica para a sua criação, assim como a dos outros dinossauros não deixou a desejar, sendo até compreensível.
            
               Um dos pontos mais legais foi a interação de Owen com os raptors, sem dúvidas a cena dele os domando vai ser relembrada por anos. Achei que eles tiveram mais química que a dele, Owen, com a Claire (kkkk). Também vale ressaltar as cenas em que o Lowery (Jake Johnson) aparecia, sempre com alguma piada clichê, mas que arrancava boas risadas.

                De todo o filme existiu uma cena na qual fiquei arrepiado. Nos últimos minutos, na batalha final contra o Indominus, quando Claire corre e “busca” o T-Rex, eu simplesmente vibrei. No instante em que o T-Rex entrou na briga, soltando seu urro e se preparando para a pancadaria, eu me arrepiei e senti a mesma sensação de quando ele surge triunfante no final do primeiro filme. E a trilha? A música tema feita por John Williams já era mágica antes, agora então, carregada de nostalgia torna as cenas ainda mais incríveis.
                Como fã, posso dizer que Jurassic World é um daqueles filmes que vale a pena assistir no cinema, rever e rever milhões de vezes –assim como eu fiz com o VHS décadas atrás. Repleto de cenas marcantes e nostálgicas, com uma trilha incrível e personagens legais. Cheio de piadas e cenas de tensão, o filme que pretende renovar a franquia do Parque dos Dinossauros merece com certeza 10 pontos.


                Então, termino esse texto –mais uma vez como um fã repleto de nostalgia – recomendando a você, se não assistiu o filme, a ir nos cinemas e conferir esse que pode virar um clássico. Eu mesmo já estou louco para assistir de novo, só de recordas as cenas. E se os próximos filmes da franquia conseguirem manter esse nível, certamente ficarei satisfeito. 







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