Por Guilherme
César
As nuvens completamente cinzas cobrem o céu
Protegendo o mundo da luz do sol, como um véu
Eis que cada vez mais escuras se tornam
Eis que as nuvens de chuva se formam
Ouço o som dos relâmpagos
O brilho dos raios ofusca o céu agora escuro
O vento frio sopra em momentos vagos
Gélido, melancólico e puro.
As gotas caem uma a uma,
Tocam o solo fazendo a doce sinfonia começar
Cerco-me desses sons, melodia em suma.
E então começo a caminhar
Rosto erguido, a cada passo persisto
Sentindo o toque da água em minha pele
O gélido frescor que lava minha alma
Envolto na singela sinfonia
Liberto de toda agonia
O tempo se congela, estou só.
Engolido pela chuva que continua a cair
Percebo algo em minha face surgir
Sem entender, começo a sorrir.
E o frio da chuva é substituído por calor
Frescor, amor, clamor.
Encaro o céu e tudo que vejo é o seu rosto
Sorrio com meu coração exposto
E enquanto a chuva se vai
Pergunto-me o quão belo seria
Se junto a mim estivesse
Para que em meio à chuva eu pudesse lhe beijar
E envoltos por ela, pudéssemos nos amar.

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