(Texto postado originalmente no Facebook)
E chega ao fim o muito criticado e pouco amado Saint Seiya Ômega...
...97 episódios atrás e quase dois anos, eu postei aqui na minha timeline um pequeno texto reclamando e criticando os pontos negativos da nova versão. Afinal, a revolta era enorme, como assim eles param a produção do Lost Canvas, o épico fodastico que encantou milhares de fãs, para produzir uma “continuação” sem lógica alguma? Pois é, motivos eu tinha para ficar revoltado.
Porém, contudo, todavia, entretanto, hoje não estou aqui para criticar, ressaltar os pontos negativos, ou nem mesmo dar Graças a Athena, pelo conturbado Ômega ter chegado ao fim. Poderia bancar o fã chato e ficar falando de todas as cagadas no enredo, de todos os momentos revoltantes e de como o traço fugiu do convencional. Sim, o anime parecia se rum anime feito para meninas, e não um Shounen convencional. Tudo pelo seu traço diferente, com personagens mais magros e armaduras um tanto quanto espalhafatosas. Mas poxa, eu assisti 97 longos episódios, então se perdi meu tempo, é porque de certa forma eu gostei. Sim, claro.
No inicio assisti por ser mais um Saint Seiya, esperava que fosse tão legal quanto os anteriores. Depois segui pela saga das novas doze casas só para conhecer todos os novos Cavaleiros de Ouro (Alguns revoltantes). Daí continuei pois queria ver o fim da saga do Deus Marte. Em seguida a nova saga e a aparição de mais Cavaleiros lendários. Poxa, já estamos em uma nova saga? Quem é Pallas? E assim foi, até o fim do anime. Se você deixa de lado aquele seu eu “pau no cú” e critico para caramba, e apenas assiste o anime para saber o que virá a seguir, até que a saga consegue te prender.
Mesmo com tantos pontos negativos, Ômega teve seus momentos épicos. Rever os Cavaleiros Lendários, desta vez sendo considerados de fato lendas, mesmo que em um novo traço, foi muito legal. Alguns novos Cavaleiros de Ouro também me cativaram, como o Genbu –que para mim foi um dos cavaleiros novos mais legais de todas as sagas- ,ou o Harbinger –que foi cômico em muitas cenas- e claro as irmãs Integra e Paradox –que representaram com louvor o meu signo. Também tiveram os momentos épicos, como ver o Kiki como Cavaleiro de Áries, o Shiryu como de Libra e o Seiya como o Sagitário. Sem falar nas “mortes” que muitas me deixaram emocionado (e depois revoltado).
Depois de ver todos os episódios, não considero de fato que perdi meu tempo. Foi legal ver – o que para muitos é algo ridículo e meloso- os laços dos novos bronzes, que ressaltava a todo momento sua amizade e lutavam para proteger os amigos. Ri muito em algumas cenas, torci em outras e xinguei também. Mas não foi um tempo perdido.
Ômega foi um spin-off, ou seja, não tem relação com a saga original. Pode ser considerado apenas uma breve homenagem –que para muitos não deu certo. Um anime feito nos moldes do novo publico, e que aparentemente agradou muito no Japão, senão nem teria tido uma segunda temporada. No mais, não dá para crucificar totalmente e o anime, e se você não é do tipo de fã que prefere criticar do que ver os pontos positivos e curtir a obra, vale a pena assistir para passar o tempo. E agora já podem voltar a fazer o Lost Canvas, por favor! Embora eu saiba que o que vem a seguir é o Next Dimension. Fica aqui então minha humilde retratação, e até uma mudança de hábito, já que deixar de bancar o chato criticando e preferi ser menos implicante, pois é fácil falar mal, difícil é parar para ver o lado bom. E um adeus ao Ômega

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