A chuva que caí toca a minha pele
Sempre ela, sempre disposta a me
abraçar
As gostas que me acolhem e que
tentam me acalmar
Um apelo do céu
Um aviso de que tudo vai passar
Novamente é sobre ela que escrevo
Sobre a chuva que teima em cair
Um símbolo da tristeza em mim
Que me purifica e deixa a dor ir
Que faz com que as angustias
cheguem ao fim
Me sinto ligado a ela
Como se fossemos um só
Sinto como se o céu compartilhasse
minha dor
E ao me ver triste não consegue
suportar
E chora ao tentar me curar
Para os outros ela é apenas uma
triste maneira da natureza se mostrar
Um cenário melancólico a se repetir
Para mim é uma forma de seguir
Uma forma de encontrar o que reside
em mim
De encontrar o que escondo aqui
Então eu percebo, com as gostas a
cair
Que a chuva que cai faz parte de
mim
Que essa chuva solitária
É uma reflexo de minha alma
Que no fim, essa chuva sou eu.
Por: Guilherme César
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