Me sento novamente a beira da praia,
as ondas tocando meus pés descalços
Em silêncio reflito sobre o que
insiste em queimar meu peito
Em silêncio, sou tomado pelas lembranças.
O silêncio é cortado pelos trovões
que ecoam sobre o mar
No céu as nuvens negras predizem a
chegada de uma violenta tempestade
Os raios de sol já não conseguem trespassar
as nuvens
O dia mais parece noite
Enquanto espero a chuva cair eu me pergunto
por que meu peito doí
Me pergunto o que diabos é aquela
sensação
E descubro que aquilo na verdade é
um amor contigo
Um amor que me incendiou
De tão intenso esse amor afastou
quem eu amava
De tão intenso, esse amor assustou
a quem pertencia.
De tão intenso, espantou a quem eu protegia.
De tão intenso... Queimou quem aqui
estava
Descubro então o que nunca achei possível
Descubro que fora eu a razão dos
meus amores incompreendidos
Descubro que fora eu que afastei a
quem amei
Com esse amor intenso, eu te
queimei
Agora que o vento forte toca minha
pele
Que a chuva se prepara para cair
Eu entendo que mesmo tentando
Não parece existir alguém que
suporte
O amor que tenho para lhe dar
No fim ninguém consegue suportar
chamas tão fortes
Ninguém consegue aguentar a força
do amor que guardo dentro de mim
E eu não consigo aguentar,
Guardar isso tudo só para mim
De olhos fechados eu ergo meu rosto
aos céus
Suplico que a chuva caia e leve
embora aquelas chamas
Suplico que a chuva me livre de todo
o amor
Pois sem ter alguém a quem entregá-lo,
o amor se torna dor
E finalmente eu sinto uma gota
escorrer
Caindo do meu queixo ela se vai
Logo depois mais gotas caem
Em uma tentativa desesperada tentam
apagar a dor
Agradeço aos céus por me salvarem
Por tentarem me livrar da dor
E tento fingir que aquelas gotas vêm
do céu
E não dos meus olhos encharcados de
amor.
Por: Guilherme César
Acesse também a página do blog no Facebook: Devaneios de uma mente solitária
Nenhum comentário:
Postar um comentário