domingo, 29 de novembro de 2015

[Poema] O poeta a esperar

Por Guilherme César



Lá está a praia,
Deserta, calma, pura.
Com suas areias tão brancas
Lembrando-me do que estou a esperar


O céu limpo
Salpicado de aves a voar
Cantando melodias suaves
Lembrando-me do que estou a esperar

O mar azul permanece sereno
Com o som de suas ondas a se chocar com a praia
Ecoando metodicamente pelo ar
Lembrando-me do que estou a esperar

Cá estou eu, a observar
Nosso recanto secreto
Nosso Éden perdido
Lembrando-me do que estou a esperar

Lembrando-me de seu sorriso
Que fez meu mundo um paraíso
Que me despertou da escuridão
Me preenchendo da mais doce paixão

Lembrando-me de seu olhar
Mais belo que o mar
As estrelas, ou até o luar
Onde me perco sempre que tento te encarar

O solitário poeta
Finalmente entendeu aquilo que tanto escrevia
O amor que lhe faltava, a ti pertencia
E é você que agora estou a esperar

Doce garota,
Mais bela que mil flores
Tão meiga e gentil
Que com seu sorriso me deixa febril

Óh doce garota, estou aqui a admirar.
Nosso recanto sereno
A praia, o céu, o mar.
Lembrando-me de você, estou a te esperar

Tomado pela saudade
Que de tamanha intensidade
Me tira o ar
Lembrando-me de ti, que estou a esperar

Ansiando e suplicando
Pedindo ao Universo
Uma chance de te reencontrar
Pois é a ti, que eu sempre irei amar

Minha doce garota do sorriso bonito
Meu amor por ti é mais que infinito
E tudo que vejo só me faz lembrar
Que é você que eu vivi a esperar

Amor de minha vida
Estou aqui agora a sonhar
Com o dia que voltarei a te beijar
E olhando nos seus olhos direi...
Que para sempre vou lhe amar!




Escrito ao som de “Always Somewhere – Scorpions” 



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