sexta-feira, 17 de julho de 2015

[CRÔNICA] A despedida daqueles que não querem partir


Por Guilherme César





Digo adeus para ti, pois chegou o momento. Carregarei na minha bagagem as boas lembranças, os bons momentos e esse sentimento que me aquece o peito e também me faz querer desistir de partir. Mas não posso ficar, não podemos continuar e sabemos disso.

Sabemos que tudo já foi dito, que tudo já foi feito. Sabemos que fomos conduzidos até o limite, que fomos levados até um beco sem saída. E a estrada que pretendíamos seguir para sempre juntos possuía uma bifurcação, uma parada onde devemos tomar a amarga decisão. Precisamos partir, precisamos nos separar.
Não dá mais para voltar, não dá mais para evitar. O caminho que pretendíamos trilhar nos guiou até esse ponto, nos guiou até esse triste fim. A estrada continua, independente, cruel e fria. Meu caminho segue a direita e o seu a esquerda e infelizmente, só podemos sonhar e acreditar que esse sentimento que carrego, que guardo com todo o carinho em meu peito, sirva como mapa para me guiar até o próximo ponto de parada. E que nesse ponto, nossos caminhos se cruzem novamente, nossas vidas se enlacem mais uma vez e de mãos dadas possamos voltar a caminhar.
Carregarei comigo a mais doce lembrança, de seu aconchego, de seu carinho, de seu afeto. Carregarei as memórias dos momentos mais felizes que possuo e rezarei em silêncio, que aquilo que vivemos ao caminhar não morra em sua mente. Que esse sentimento que um dia nos uniu não desapareça por completo de seu coração.
Pois sim, hoje digo adeus querendo ficar, hoje digo que irei embora, mesmo querendo voltar. Pois o inevitável nos impede, nossas escolhas nos trouxeram até aqui e as mesmas escolhas que nos fizeram nos encontrar, nos trouxeram até esse ponto.
Estou aqui, parado, olhando para o caminho a minha frente, contendo as lágrimas e a vontade de gritar. A dor que me corrói insiste em me lembrar que caminharei sozinho, que caminharei sem você e no fundo, tento manter viva a esperança de que tudo vai passar e de que a estrada que seguiremos voltará a se encontrar.
Então, ao adeus eminente tento ter em mente que nunca de fato iremos nos separar, pois enquanto em nosso peito existir o amor que tanto nos fez feliz, existirá um laço que nos manterá unidos, mesmo distantes.

E agora sigo então, por essa bifurcação, para seguir em frente, ao meu futuro. Sabendo que meu coração que agora dói, foi feliz enquanto esteve perto do seu. Meu amor, então, seja forte, seja feliz, seja LIVRE... Adeus. 

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