segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

[Poema] As âncoras e o final do arco-íris


Através do tempo, dos dias, dos segundos, caminhamos para o que?
Caminhamos para onde? E por quê?
Afinal, o que você busca encontrar no fim do túnel?
O que considera ser seu pote de ouro no final do arco íris?


Me pergunto para onde devo ir, quando as âncoras do passado continuam a me prender
Me acostumei, durante todo esse tempo, a olhar para trás
A nostalgia, o apego pelo passado, as inúmeras ilusões criadas com base em dúvidas
As inúmeras desculpas que criei, que imaginei só por prazer

Motivos que imaginei e até mesmo inventei para me confortar, ou justificar.
Justificar minha sede de escavar o passado
De voltar cada vez mais fundo no tempo
De procurar e ressuscitar fantasmas, para preencher meu vazio.

Eu devia apenas olhar para frente? Buscar o novo, buscar a mudança?
E ignorar aquilo que já se foi
E deixar de lado aquilo que não serve mais?
Esquecer de tudo que se quebrou e foi deixado para trás?

O contraste do novo e do velho
Do que está gasto e daquilo que está para nascer
Futuro e passado
Um ponto final ou as reticências?

Talvez, apenas talvez, eu tenha medo de seguir adiante.
Medo de ver que logo à frente tudo pode desabar
E sendo corroído pelo que me assombra, acabo olhando para trás.
Procurando por alguém que possa me salvar.

Vejo que nesse mar de dúvidas, lembranças e incertezas.
Aquilo que devo me agarrar, aquilo que pode me salvar.
Sejam no fim, os meus sonhos.
No fim, o que me permite voar.

A paz que tanto procuro, o amor que tanto sonhei
O topo onde quero chegar, eu ainda nem mesmo encontrei.
Então, eu preciso apenas me soltar, me libertar das âncoras e voar.
Voar para o final do arco íris
Voar para o que me trará paz



Por: Guilherme César

Nenhum comentário:

Postar um comentário