Através do
tempo, dos dias, dos segundos, caminhamos para o que?
Caminhamos
para onde? E por quê?
Afinal, o
que você busca encontrar no fim do túnel?
O que
considera ser seu pote de ouro no final do arco íris?
Me pergunto
para onde devo ir, quando as âncoras do passado continuam a me prender
Me
acostumei, durante todo esse tempo, a olhar para trás
A nostalgia,
o apego pelo passado, as inúmeras ilusões criadas com base em dúvidas
As inúmeras desculpas
que criei, que imaginei só por prazer
Motivos que
imaginei e até mesmo inventei para me confortar, ou justificar.
Justificar
minha sede de escavar o passado
De voltar
cada vez mais fundo no tempo
De procurar
e ressuscitar fantasmas, para preencher meu vazio.
Eu devia
apenas olhar para frente? Buscar o novo, buscar a mudança?
E ignorar
aquilo que já se foi
E deixar de
lado aquilo que não serve mais?
Esquecer de tudo
que se quebrou e foi deixado para trás?
O contraste
do novo e do velho
Do que está
gasto e daquilo que está para nascer
Futuro e
passado
Um ponto
final ou as reticências?
Talvez,
apenas talvez, eu tenha medo de seguir adiante.
Medo de ver
que logo à frente tudo pode desabar
E sendo corroído
pelo que me assombra, acabo olhando para trás.
Procurando
por alguém que possa me salvar.
Vejo que
nesse mar de dúvidas, lembranças e incertezas.
Aquilo que
devo me agarrar, aquilo que pode me salvar.
Sejam no
fim, os meus sonhos.
No fim, o
que me permite voar.
A paz que
tanto procuro, o amor que tanto sonhei
O topo onde
quero chegar, eu ainda nem mesmo encontrei.
Então, eu
preciso apenas me soltar, me libertar das âncoras e voar.
Voar para o
final do arco íris
Voar para o
que me trará paz
Por:
Guilherme César
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