sábado, 21 de setembro de 2013

[Poema] Névoa


Neste meu mundo vazio eu me sento novamente à beira da praia
Não mais triste, não mais em desespero, não mais confuso.
Renascer me fez mais forte outra vez
Renascer me tornou um novo alguém

O vento agita as águas do mar que se juntam ao oceano no horizonte
Aquele mesmo oceano que esconde em suas profundezas as minhas lembranças
Esconde os meus amores e tudo aquilo que quero proteger
Esconde também o outro eu que agora luta ao meu lado
Aquele oceano que é meu, que sou eu.

As águas brilham refletindo a luz da lua cheia, mas agora, diferente das outras vezes, eu estendo meu braço rumo a ela e com um pequeno movimento faço no céu surgirem às nuvens cinza.
As nuvens que cobrem o brilho da lua e retiram o brilho das águas
Águas que agora são iluminadas apenas pelos raios que cortam o ar
Pelos belos relâmpagos que se esgueiram pelo céu.

Sozinho a beira mar eu avisto pessoas translúcidas a caminhar
Elas vêm e vão repletas de esperanças e histórias para contar
Fantasmas daqueles que passam por mim nessa longa jornada
Daqueles que um dia dividiram suas angústias
Daqueles que eu insisto em lembrar

Aquelas que foram meus admiráveis amores
Aqueles que hoje vivem outros amores
Aquelas que não se permitiram amar
Aqueles amigos que partiram e não sabem se vão voltar
Todos desaparecem na névoa a beira mar...


By: Guilherme César

Nenhum comentário:

Postar um comentário