Estou de
volta ao mundo que existe dentro de mim.
Ao mundo que
evito mostrar aos outros.
O vazio e o silêncio
permanecem nesse mundo sombrio.
A angústia
de estar aqui me faz perder o ar.
Estou
sentado, sozinho na praia.
Tinha
conseguido fugir por um tempo, escapar do oceano.
Mas agora as
águas do mar começam a subir.
Tocam meus
pés descalços e tentam me levar de volta.
Olho para os
lados e procuro por uma saída.
O chão
coberto pelas areias brancas.
As minhas
costas um enorme rochedo que me contorna.
Acima dele a
densa floresta que se segue até a montanha que parece cortar as nuvens.
O vento
começa a aumentar.
As nuvens se
juntam no céu.
Mais uma
tempestade?
Será que
devo sair daqui?
Me levanto
Percebo que
estou em farrapos novamente
Caminho em
direção ao mar
As águas
tremulam e as ondas se chocam com a areia.
Me aproximo
das águas
O mar se
acalma, as ondas cessam, o vento para.
Eis que vejo
aquele belo espelho d’água
Que reflete
minha alma
Quem é
aquele ali refletido?
O que ele
procura?
O que ele
está destinado?
Por que está
sozinho?
Como os
olhos que são a janela da alma
Aquele
espelho d'água tenta me mostrar a verdade
A verdade
que se esconde no meu olhar
A verdade
que perdura em minha alma.
by: Guilherme César
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