Melancólico,
novamente eu desabo,
O ciclo que
se repete, de morte e vida se segue.
Estou aqui
novamente sendo consumido pelas minhas próprias chamas
Consumido por
meus próprios sentimentos
Por essa
intensidade que não sei controlar
Cinzas
novamente, só elas restam
A chuva cai
e o vento espalha o que um dia fez parte de mim
Renascerei
outra vez mais forte, mas sábio
Mas não
menos distante deste passado sombrio.
Mas não
menos distante destas lembranças
Encaro
agora, durante este lamento, a lua distante na noite fria
Observo com
esses mesmos olhos que enxergaram o que eu não queria ver
E foi
justamente o que vi que me fez cair
Foi
justamente no seu olhar que perdi meu coração
Foi
justamente nas promessas rompidas que perdi minha alma
A dor,
a solidão, essa imensidão vazia
Tudo se
repete, ironicamente se repete
Tudo o que já
ouvi perde o sentido
Tudo o que já
escrevi se desmancha ao vento
Nada resta a
não ser esse lamento
O que me
resta?
Talvez
permanecer submerso nesse mundo que criei
Sozinho
nesse oceano de lembranças
Enquanto a
lua desaparece entre as nuvens e a chuva cai
Novamente,
nada além da chuva...
By:
Guilherme César
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