sábado, 25 de maio de 2013

[Poema] O lamento da fênix


Melancólico, novamente eu desabo,
O ciclo que se repete, de morte e vida se segue.
Estou aqui novamente sendo consumido pelas minhas próprias chamas
Consumido por meus próprios sentimentos
Por essa intensidade que não sei controlar

Cinzas novamente, só elas restam
A chuva cai e o vento espalha o que um dia fez parte de mim
Renascerei outra vez mais forte, mas sábio
Mas não menos distante deste passado sombrio.
Mas não menos distante destas lembranças

Encaro agora, durante este lamento, a lua distante na noite fria
Observo com esses mesmos olhos que enxergaram o que eu não queria ver
E foi justamente o que vi que me fez cair
Foi justamente no seu olhar que perdi meu coração
Foi justamente nas promessas rompidas que perdi minha alma

A dor, a  solidão, essa imensidão vazia
Tudo se repete, ironicamente se repete
Tudo o que já ouvi perde o sentido
Tudo o que já escrevi  se desmancha ao vento
Nada resta a não ser esse lamento

O que me resta?
Talvez permanecer submerso nesse mundo que criei
Sozinho nesse oceano de lembranças
Enquanto a lua desaparece entre as nuvens e a chuva cai
Novamente, nada além da chuva...

By: Guilherme César

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